Quem é a ‘Barbie do ICE’, que já revelou ter matado cachorra a tiros

Publicado em 31/01/2026, às 10h52
Foto: Reprodução/X
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Por FolhaPress

Kristi Noem, ex-governadora de Dakota do Sul, gerou controvérsia ao revelar em seu livro que matou sua cachorra, Cricket, por considerá-la perigosa e intreinável, o que provocou forte reação negativa nos Estados Unidos.

A decisão de Noem foi motivada por incidentes em que a cadela arruinou caçadas e atacou galinhas de vizinhos, e ela também relatou ter abatido um bode por considerá-lo agressivo, justificando suas ações como necessárias em sua vida rural.

As declarações de Noem foram criticadas pelo Partido Democrata, que as classificou como perturbadoras, e a Casa Branca também se manifestou contra seus comentários sobre sacrificar o cachorro do presidente Biden, aumentando a pressão sobre sua posição política.

Resumo gerado por IA

Kristi Noem, apelidada por críticos de 'Barbie do ICE', já admitiu ter matado a tiros sua cachorra de estimação e gerou forte repercussão nos Estados Unidos.


Kristi Noem relatou em seu livro ter matado a própria cachorra, Cricket, com um tiro. O episódio veio a público em 2024, pouco antes do lançamento do livro "No Going Back: The Truth on What's Wrong with Politics and How We Move America Forward" ("Não há como voltar atrás: a verdade sobre o que há de errado com a política e como levamos a América adiante", em tradução livre).


Noem descreveu o animal como "intreinável" e "perigoso", afirmando: "Eu odiava aquela cachorra". Segundo a ex-governadora de Dakota do Sul, a decisão foi tomada após a cadela arruinar uma caçada e atacar galinhas de vizinhos.


Noem disse que a cadela era "menos que inútil". A republicana teria levado Cricket para um poço de cascalho e atirado no animal.


Filha de Noem deu falta da cachorra. A secretária relatou ainda que, pouco tempo depois, sua filha Kennedy teria chegado da escola confusa e perguntou: "Ei, onde está Cricket?"


No mesmo dia, Noem também matou um bode. Após matar Cricket, a republicana também conta que decidiu matar com dois tiros um bode da fazenda. De acordo com Noem, o animal era "desagradável e malvado", fedorento e gostava de perseguir seus filhos. O bode, que não tinha nome, foi ferido, mas conseguiu escapar do primeiro tiro.


Noem justificou o ato dizendo que precisava tomar decisões difíceis até em casa. A republicana afirmou que episódios assim mostram sua disposição para lidar com temas difíceis na política.


A revelação foi recebida na época com críticas do Partido Democrata, que classificou o relato como "perturbador e horrível". Democratas pediram que eleitores rejeitem políticos que se gabam de matar animais de estimação.


SUGERIU MORTE DO 'CACHORRO PRESIDENCIAL'


Noem também sugeriu que o cachorro de Joe Biden deveria ser sacrificado. A governadora alegou que o pastor-alemão do então presidente atacou agentes do Serviço Secreto, e ironizou: "Commander deveria se encontrar com Cricket".


Na ocasião, a Casa Branca classificou os comentários de Noem sobre sacrificar cães como "preocupantes e absurdos". "Este é um país que ama os cães e você tem uma líder falando de sacrificar cachorros", disse a então porta-voz Karine Jean-Pierre.


Noem defendeu sua postura em redes sociais, dizendo que decisões difíceis são comuns em fazendas. Ela declarou que abateu outros animais e que não se arrepende do relato.


POR QUE NOEM É CHAMADA DE 'BARBIE DO ICE'


O apelido 'Barbie do ICE' surgiu durante sua gestão como secretária de Segurança Interna dos EUA. Críticos apontam que Noem busca glamourizar operações do ICE (agência de imigração) com fotos produzidas e aparições ao lado de agentes.


Além do episódio da cachorra, Noem já foi criticada por outras atitudes. Ela chegou a aparecer em vídeo apontando um rifle para a cabeça de um agente e gravou ameaças a imigrantes em prisões.


Democratas e até parte dos republicanos pedem sua saída do cargo. O descontentamento aumentou após mortes de civis em ações do ICE sob sua gestão e pelas recentes polêmicas envolvendo animais.

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