Quem é a delegada presa sob suspeita de ligação com o PCC

Publicado em 16/01/2026, às 14h18
Delegada Layla Lima Ayub, presa em operação do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil - Reprodução / Layla Ayub no Instagram
Delegada Layla Lima Ayub, presa em operação do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil - Reprodução / Layla Ayub no Instagram

Por Francisco Lima Neto / Folhapress

A delegada da Polícia Civil, Layla Lima Ayub, foi presa em São Paulo sob suspeita de envolvimento com o PCC, após uma operação do Gaeco e da Corregedoria-Geral. Sua prisão ocorre em meio a investigações que revelam sua atuação irregular como advogada de defesa de um membro da organização criminosa.

Ayub, que tomou posse como delegada em dezembro, já havia sido advogada e policial militar no Espírito Santo, e seu relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, um integrante do PCC, levanta questões sobre sua conduta profissional. A investigação aponta que ela atuou em uma audiência de custódia de um associado do PCC no Pará.

A prisão de Ayub é temporária, com duração inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada. A defesa da delegada ainda não se manifestou, enquanto as autoridades continuam a apurar os vínculos dela com o crime organizado.

Resumo gerado por IA

Layla Lima Ayub, 36, delegada da Polícia Civil, foi presa na manhã desta sexta-feira (16), em São Paulo, em operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Corregedoria-Geral, sob suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ela foi presa numa pensão no Butantã, zona oeste, onde vivia com Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, integrante do PCC, que estava em liberdade condicional, e com quem mantinha um relacionamento amoroso, segundo o Gaeco. Havia um mandado de prisão temporária contra ele também.

Ayub tomou posse como delegada em dezembro e, mesmo assim, atuou irregularmente como advogada de defesa em audiência de custódia de um integrante do PCC no Pará, aponta a investigação.

A delegada deve responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A prisão é temporária de 30 dias, prorrogáveis por igual período.

A reportagem tenta contato com a defesa dela.

Antes de se tornar delegada, Ayub atuou como advogada e também foi policial militar no Espírito Santo.

No CNA (Cadastro Nacional dos Advogados), ela tem dois registros. Um no Espírito Santo e outro no Pará. O primeiro está cancelado, mas o segundo segue ativo na subseção de Marabá, segundo pesquisa no site da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Como havia sido nomeada em dezembro, ela ainda fazia o curso de fomação de delegados, que tem duração de seis meses.

Antes de passar no concurso de delegada, Ayub era advogada em Marabá, considerado um dos poucos redutos do PCC no Pará. Ela era casada com um delegado de polícia do Pará, mas teria se separado dele após conhecer Dedel.

Dedel tem condenações por integrar organização criminosa e tráfico de drogas. Ele seria membro declarado do PCC, segundo informações repassadas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Pará a autoridades paulistas.

Dedel e Ayub viajaram juntos de ônibus de Marabá a São Paulo no dia 4 de dezembro. Ele, inclusive, esteve na posse de delegados da Polícia Civil no Palácio dos Bandeirantes, cerimônia que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 19 de dezembro.

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