Sérgio Nahas, empresário paulista, foi preso após mais de 20 anos do assassinato de sua esposa, Fernanda Orfali, em 2002, sendo identificado por câmeras de segurança na Bahia. Sua prisão foi mantida após audiência de custódia, marcando um desfecho significativo em um caso que já havia gerado controvérsias judiciais.
Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão por homicídio simples, após um longo processo judicial que incluiu apelações e a ratificação de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal em 2022. A defesa alegou que a vítima sofria de depressão e teria tentado suicídio, mas a acusação sustentou que o crime foi motivado por ciúmes e preocupações financeiras.
Durante a prisão, a polícia apreendeu drogas e bens do empresário, que alegou estar morando na Bahia por questões de saúde. O caso agora segue na Delegacia Territorial local, onde Nahas foi encaminhado após a detenção.
O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso mais de duas décadas depois do assassinato de sua então mulher, Fernanda Orfali, em 2002. O homem reconhecido por câmeras de monitoramento e reconhecimento facial instaladas em Praia do Forte, um dos destinos turísticos mais badalados do litoral da Bahia. Ele foi localizado e detido no último sábado, numa acomodação de luxo, e teve a prisão mantida em audiência de custódia.
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Nahas foi a julgamento 16 anos depois do crime e acabou condenado por homicídio simples, a sete anos de cadeia — na época da morte de Fernanda, não estavam em vigor a Lei Maria da Penha (2006) nem a Lei do Feminicídio (2015). A acusação recorreu, e a pena foi aumentada para oito anos e dois meses. A defesa do réu — que respondeu em liberdade — recorreu a tribunais superiores, sob o argumento de que a mulher sofria de depressão e teria atentado contra a própria vida.
Em maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou a condenação do empresário. A Justiça paulista determinou a expedição de mandado de prisão no mês seguinte, e ordenou a inclusão do nome de Nahas na difusão vermelha da Interpol.
Ao Estadão, a advogada do empresário, Adriana Machado Abreu, disse que o empresário passou a morar na Bahia no ano passado, é uma pessoa idosa, com "questões graves de saúde e que não tinha interesse em ficar foragido".
A Polícia Militar da Bahia informou que, no ato da prisão de Nahas, foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi. O caso foi registrado na Delegacia Territorial local, e o acusado foi encaminhado à Polinter.
Segundo a acusação, em 14 de setembro de 2002, Nahas matou a mulher, a estilista Fernanda Orfali, que tinha 28 anos na época, com um tiro no peito dentro do apartamento do casal, em Higienópolis, bairro nobre na região central de São Paulo. Segundo a investigação, Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de drogas e a traía com travestis. Ele também teria ficado preocupado com a divisão de bens num possível pedido de divórcio.
A arma do crime, sem registro, pertencia a Nahas. O empresário chegou a ficar preso por 37 dias por posse ilegal, mas foi solto depois e não voltou mais à cadeia. Na época do assassinato, o empresário contou à polícia que ouviu um disparo vindo do closet e que, ao chegar ao local, encontrou a mulher já agonizando. O laudo da Polícia Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda.
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