Quem é o empresário suspeito de comprar dados da esposa de Moraes

Publicado em 02/04/2026, às 07h58
Divulgação/STF e Reprodução/Redes sociais
Divulgação/STF e Reprodução/Redes sociais

Por g1

A Polícia Federal investiga um empresário do Rio de Janeiro, Marcelo Paes Fernandez Conde, suspeito de liderar um esquema para obter dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal, com a operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A investigação aponta que Conde teria financiado o acesso ilegal a informações fiscais de 1.819 contribuintes, incluindo ministros, ex-senadores e empresários, com a participação de servidores públicos e despachantes.

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e a PF apreendeu celulares que passarão por perícia, enquanto a defesa de Conde aguarda acesso à decisão judicial para tomar providências.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal está procurando um empresário do Rio de Janeiro suspeito de chefiar um esquema para obter dados sigilosos de ministros do Supremo.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes. A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo e tenta cumprir um mandado de prisão preventiva contra o empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde. O empresário é considerado foragido.

Marcelo Conde é suspeito de ter financiado um esquema ilegal para conseguir acesso a informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e familiares. Entre eles, a da advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes. A investigação revelou que o grupo contava com a participação de servidores públicos, vigilantes e despachantes. Segundo a PF, o material colhido nas investigações indica que Marcelo Conde seria o mandante. Ele teria fornecido os CPFs e pagado pelas informações sigilosas com dinheiro vivo.

A PF apreendeu celulares que vão passar por perícia. Os investigadores acreditam que eles podem ajudar a identificar a participação de outras pessoas no crime.

Em nota, o STF - Supremo Tribunal Federal afirmou que foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas. E que, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, o grupo acessou dados de 1.819 contribuintes. Entre eles, pessoas vinculadas a ministros do Supremo, do TCU, deputados federais, ex-senadores da República, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários, entre outros.

A defesa de Marcelo Conde disse que ainda não teve acesso à decisão e que aguarda o acolhimento do pedido para a adoção de providências.

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