Olivia Dean, uma cantora britânica de 26 anos, tem se destacado nas paradas da Billboard e é considerada uma forte candidata ao Grammy de artista revelação, competindo com nomes como Lola Young e Addison Rae.
Com um estilo que mistura soul e pop, Dean alcançou sucesso com seu single 'Man I Need', que se posicionou entre os mais tocados, e se tornou a primeira artista britânica a ter três singles no top dez do Reino Unido desde Adele.
Após críticas à Ticketmaster sobre a revenda de ingressos, a artista viu um aumento no interesse no Brasil, onde sua turnê 'The Art of Loving' já tem datas esgotadas em algumas apresentações, refletindo seu crescente reconhecimento internacional.
Há semanas nas paradas da Billboard e apontada como favorita ao Grammy, Olivia Dean até parece a descrição típica de uma diva pop em ascensão. Mas a britânica de 26 anos vem de outra tradição ao ser cantora e compositora com base no neo-soul, e um dos nomes mais comentados desta temporada.
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A jovem já é comparada pela imprensa à "nova Adele" e aparece entre as principais apostas para levar o Grammy de artista revelação, neste domingo (1º). Na disputa, ela enfrenta outros nomes que também ganharam tração recentemente, como Lola Young, possivelmente sua maior concorrente, Sombr e Addison Rae.
Com um som que mistura soul, pop e referências de jazz, Dean tem dominado as paradas com cinco faixas entre as cem mais ouvidas da Billboard.
O principal destaque é "Man I Need", que figura entre as mais tocadas e ficou atrás apenas de um single de Bruno Mars, à frente de faixas de grande apelo pop como "The Fate of Ophelia", de Taylor Swift, e "Golden", da animação "Guerreiras do K-pop".
Esse desempenho acompanha a força que ela já tinha no mercado britânico. Ela se tornou a primeira artista britânica a emplacar três singles no top dez do Reino Unido desde Adele.
No Brasil, o interesse também cresceu. Dados do Google Trends indicam que as buscas por Dean começaram a subir no fim do ano passado e seguem em alta nos últimos dias. Embora ela já tenha passado pelo país em 2023, foi dois anos depois que o nome passou a circular com mais força.
Naquela visita, ela montou uma playlist chamada "Brazilliance", reunindo faixas brasileiras que, segundo ela, têm um clima doce e relaxante. Entre as escolhas estavam "Será que É Amor", de Arlindo Cruz, e "Baby", de Gal Costa.
O pico de buscas por aqui veio em novembro, depois que a cantora criticou a Ticketmaster e outras empresas do setor quando datas extras de sua turnê nos Estados Unidos em 2026 foram colocadas à venda e, em seguida, apareceram em sites de revenda por valores acima do preço original. Após a repercussão, a Ticketmaster limitou os preços praticados na plataforma.
Nascida em 1999, Dean cresceu em Londres, filha de pai inglês e mãe jamaicano-guianense. Aos 15 anos, foi aceita na Brit School, uma das principais escolas de artes do Reino Unido -por onde também passaram Adele e Raye-, e ali começou a consolidar a identidade musical que hoje a distingue.
Seu álbum de estreia, "Messy", lançado há dois anos, marcou o início da ascensão, com faixas como "Dive" e "The Hardest Part", além de indicações ao Brit Awards.
Ainda assim, foi o segundo disco que ampliou o alcance nas paradas. "The Art of Loving", lançado em setembro de 2025, trouxe singles como "So Easy (To Fall In Love)" e "Man I Need" e consolidou a artista como uma das apostas mais fortes do Reino Unido, com canções de soul delicado, baladas românticas, ritmos mais solares e letras otimistas.
Além do sucesso comercial, ela também entrou no radar do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A música "Nice to Each Other" apareceu na lista anual em que ele reúne suas faixas favoritas do ano.
Agora, ela se prepara para sua turnê "The Art of Loving" com datas marcadas na Europa e nos EUA. Algumas apresentações já estão esgotadas no The O2, a famosa arena de Londres com capacidade para até 20 mil pessoas.
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