Publicado em 09/02/2026, às 15h42
Carlos Alberto de Carvalho Fraga, professor adjunto da Universidade Federal de Alagoas, foi encontrado morto em sua residência em Arapiraca, levantando preocupações sobre as circunstâncias de sua morte, que ainda não foram esclarecidas.
Natural de Minas Gerais, Fraga tinha uma carreira acadêmica destacada, com mestrado e doutorado em Ciências da Saúde, e contribuições significativas na pesquisa em imunologia, incluindo um artigo publicado na revista Immunity.
O Instituto Médico Legal foi acionado para a coleta do corpo e a Polícia Civil de Alagoas iniciará uma investigação sobre o caso, enquanto a comunidade acadêmica lamenta a perda de um profissional influente na área de ciências médicas.
Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, foi encontrado morto dentro de casa, no bairro Massaranduba, em Arapiraca, nesta segunda-feira, 09. Ele era professor adjunto da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e trabalhava no Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas e no Programa Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular.
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A causa da morte ainda não foi confirmada. O IML (Instituto Médico Legal) foi acionado por volta das 10h para o recolhimento do corpo. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas, por meio da Delegacia de Homicídios do município.
Natural de Minas Gerais, Carlos fez bacharelado em Biologia na Universidade de Montes Claros (MG), além do mestrado e doutorado em Ciências da Saúde, com um período de intercâmbio no renomado centro Max-Delbrück Center for Molecular Medicine, na Alemanha. Ele ingressou na Ufal em 2017, como docente do Centro de Ciências Médicas, em Arapiraca. Ele foi vice-coordenador do curso de Medicina.
Além disso, o professor, que também atuava como pesquisador, foi um dos autores de um artigo publicado na revista Immunity, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo na área de imunologia, em agosto de 2025. O estudo revelou achados inovadores com implicações significativas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas em imunoterapia oncológica e no tratamento de infecções virais persistentes.
Carlos também mantinha uma colaboração com o professor Alexander Birbrair, da Universidade de Wisconsin – Madison, nos Estados Unidos. O foco da parceria era a investigação do microambiente tumoral, em especial das interações físicas entre células neoplásicas, células do sistema imunológico e a matriz extracelular. O objetivo é compreender como essas interações moldam a progressão do câncer e afetam a resposta às terapias.
A colaboração gerou novas perspectivas sobre os mecanismos de evasão tumoral e pode contribuir com o desenvolvimento de terapias celulares mais específicas e eficazes, sobretudo em tumores sólidos resistentes à imunoterapia tradicional.
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