A identidade dos três suspeitos envolvidos na execução do coordenador da categoria de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, foi divulgada após um confronto com a polícia em Maceió, resultando na morte dos suspeitos e levantando questões sobre a segurança na região.
Os suspeitos, com idades entre 27 e 28 anos, possuíam antecedentes criminais, incluindo homicídio e organização criminosa, e foram mortos após serem socorridos em um hospital, onde não resistiram aos ferimentos.
Um quarto suspeito foi preso e confessou participação no crime, enquanto um quinto, apontado como mandante, permanece foragido, com a polícia investigando um crime passional motivado por ciúmes relacionados a um relacionamento amoroso da vítima.
O Instituto Médico Legal (IML) divulgou nesta segunda-feira, 26, a identidade dos três suspeitos de envolvimento na execução do coordenador da categoria de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, que foram mortos durante confronto com a polícia nesse domingo, 25, em Maceió.
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Os suspeitos foram identificados como: Raul Silva de Melo, de 27 anos, José Cícero Aprígio da Silva, 27, e Ana Tássia da Silva Santos, de 28 anos. Os três, que residiam no bairro Trapiche da Barra, foram socorridos, mas morreram no Hospital Geral do Estado (HGE).
De acordo com as investigações, Raul seria o executor do crime. Ele aparece nas imagens (veja aqui) disparando contra a vítima e fugindo do local em uma bicicleta.
Ainda segundo as investigações, um dos mortos em confronto possuía extensa ficha criminal, com envolvimento em organização criminosa, homicídio e estupro coletivo. Ele teria recebido alvará de soltura em janeiro deste ano.
No local onde os três entraram em confronto com a polícia, foram apreendidas três armas de fogo: uma pistola e dois revólveres.

Já o quarto suspeito de participação no crime, o homem identificado como Symeone Batista dos Santos, foi preso. Ele responde por homicídio cometido em 2014 e cumpria pena em regime semiaberto. Durante a prisão, Symeone confessou participação no homicídio e foi apontado na investigação como o motociclista que ajudou a fuga do atirador.
Um quinto suspeito, identificado como Ruan, apontado como o mandante do crime, segue foragido. Ao TNH1, a defesa dele informou que ele deve se entregar nos próximos dias.
Crime passional
O assassinato do coordenador da categoria de base do CRB ganhou mais um capítulo na manhã desta segunda-feira (26) com a revelação de detalhes da investigação que culminou na prisão de um suspeito e na morte de outros três nesse fim de semana em Maceió. O crime foi passional e o homicídio foi encomendado por um homem identificado como Ruan, ex-companheiro da mulher com quem a vítima tinha envolvimento amoroso.
A Polícia Civil destacou que Johanisson havia mantido uma relação com essa mulher no passado, mas os dois chegaram ao término. Ela então começou a se relacionar com Ruan. No entanto, o namoro não deu certo.
A investigação apontou que essa mulher e Johanisson voltaram a se encontrar e reatar o relacionamento. Ruan, o mandante do crime, teria descoberto a reconciliação, e furioso, contratado executores para matar a vítima. O valor foi R$ 10 mil.
"O Joba tinha um relacionamento com essa mulher. Após o término, a mulher se envolveu com outro rapaz e não deu certo esse relacionamento. Com isso, ela estava reatando o relacionamento com o Joba. O ex, conhecido como Ruan, não tinha ficado satisfeito com essa reconciliação e esse foi o motivo", disse a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.
O caso - Johanisson foi assassinado a tiros na manhã da sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Ele seguia para o trabalho quando foi atingido por um disparo na nuca enquanto aguardava um transporte coletivo com destino ao CT do Galo, na Barra de São Miguel. Inicialmente, a Polícia Militar informou que o crime poderia ter sido uma tentativa de assalto, caracterizando latrocínio. No entanto, essa linha de investigação foi descartada pela Polícia Civil ainda no mesmo dia, após o início das apurações.
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