Udo Kier, renomado ator alemão, faleceu em 23 de novembro de 2025, poucos dias após a estreia de seu último filme, 'O Agente Secreto', no Brasil, marcando o fim de uma carreira distinta no cinema internacional.
Nascido em 1944, Kier ganhou notoriedade em papéis de vilões e produções de horror, participando de filmes icônicos e colaborando com diretores renomados, como Kleber Mendonça Filho em 'Bacurau'.
Com sua morte, o legado de Kier é celebrado, especialmente com 'O Agente Secreto' concorrendo a quatro categorias no Oscar 2026, enquanto sua vida pessoal foi mantida em privacidade até o fim.
Udo Kier, ator alemão que fez seu último papel no filme "O Agente Secreto", morreu em novembro de 2025, poucos dias após a estreia do longa no Brasil.
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Udo Kier foi um dos rostos mais reconhecíveis do cinema alemão e ganhou projeção mundial em papéis de vilões e personagens enigmáticos. Ele morreu em 23 de novembro de 2025, e a causa da morte não foi divulgada. "O Agente Secreto" estreou no Brasil no dia 6 de novembro.
Última aparição do ator nas telonas foi em "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, que concorre em quatro categorias do Oscar 2026. O filme marcou o encerramento de uma carreira longa, com trabalhos em produções de diferentes países e gêneros.
O astro interpreta o alfaiate Hans na produção. Kier faz uma breve participação no filme e atua ao lado de Wagner Moura em duas cenas.
Kier já tinha trabalhado com Kleber Mendonça Filho em "Bacurau". Ele interpretou Michael, um dos vilões da trama.
DA INFÂNCIA NA ALEMANHA AO COMEÇO NO CINEMA
Udo Kier nasceu em Cologne, na Alemanha, em 1944, perto do fim da Segunda Guerra Mundial. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, em 2002, ele contou que o hospital onde nasceu foi bombardeado e que ele e a mãe sobreviveram por pouco.
Kier entrou no audiovisual em meados dos anos 1960. Na adolescência, foi modelo, balconista e funcionário da linha de montagem da Ford. Em 1966, fez sua estreia em um curta do diretor Michael Sarne, "Road to Saint Tropez".
O primeiro longa veio em 1968, com o filme de baixo orçamento "Shameless". O reconhecimento inicial, porém, ganhou força depois com "Marca do Diabo", que ajudou a consolidar seu nome no cinema.
CARREIRA MARCADA PELO HORROR E POR BLOCKBUSTERS
Kier construiu boa parte da carreira em produções de horror e baixo orçamento, o que o transformou em figura frequente no gênero. Ele atuou em filmes com temática de vampiros, como "Blade"(1998), "Dracula 3000" (2004) e "BloodRayne" (2005).
Nos EUA, o ator ampliou a popularidade ao aparecer em "Ace Ventura: Um Detetive Diferente" (1994) e em videoclipes de Madonna. Ele participou de "Erotica" e "Deeper and Deeper", que ajudaram a apresentar seu rosto a um público mais amplo.
Filmografia do ator inclui títulos de diferentes estilos e décadas, do cinema autoral a grandes produções. Entre os trabalhos citados estão "Suspiria" (1977), "Armageddon" (1998), "Dançando no Escuro" (2000), "Medopontocom" (2002), "Dogville" (2003), "Sobrevivendo ao Natal" (2004), "Halloween" (2007), "Bastardos Inglórios" (2009) e "Melancolia" (2011).
VIDA PESSOAL RESERVADA
Fora das telas, Kier manteve a vida pessoal longe dos holofotes e foi reservado quanto a seus relacionamentos. Delbert McBride, artista e companheiro do ator nos últimos anos, esteve com ele no fim da vida. Foi McBride quem comunicou a morte do ator, em 23 de novembro de 2025.
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