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Rafael Portugal perde R$ 1,2 milhão no esquema do Faraó do Bitcoin, diz colunista

Léo Dias / Metrópoles | 22/10/21 - 10h46
Reprodução

A Coluna LeoDias descobriu que Rafael Portugal e sua mulher, Vanelli Portugal, caíram em um golpe milionário. Eles investiram quase R$ 1,2 milhão em uma empresa que dizia fazer trading de Bitcoin, ou seja, investia na criptomoeda. Mas, na verdade, tudo não passava de um esquema de pirâmide, descoberto pela Operação Kryptus da Polícia Federal. Agora, o casal processa a empresa responsável pelo acordo, a GAS Consultoria Bitcoin, e pede a devolução de todo o dinheiro investido.

Ao todo, o casal investiu mais de R$ 1,2 milhão em valores atualizados. Foram realizados seis aportes, de agosto de 2020 até março de 2021. Os contratos tinham uma cláusula que garantia que 10% do lucro do valor aportado seria repassado ao casal mensalmente.

A empresa tinha sede em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O dono, Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, disse em um vídeo, semanas antes de ser preso, que Cabo Frio era o Novo Egito, devido a disputas de pirâmides que supostamente existiriam na cidade. Ele ainda afirmava que a empresa prestava apenas serviços de consultoria.

A Polícia Federal descobriu que as empresas envolvidas no esquema movimentaram cerca de R$ 2 bilhões nos últimos 6 anos. Glaidson, agora também conhecida como o Faraó do Bitcoin, que já trabalhou como garçom, de repente virou o dono de organizações que, juntas, valem cerca de R$ 136 milhões.

Duas delas são do Estado do Rio de Janeiro, enquanto as outras duas ficam no Estado de São Paulo. As quatro firmas são processadas por Rafael e Vanelli Portugal. Os advogados do casal pediram caráter de urgência ao juiz, para que o valor investido pelos dois seja devolvido o quanto antes.

Em prints incluídos no processo, é possível ver que Vanelli fala com alguém da empresa, nomeado como GAS nos contatos dela, em setembro de 2021. Ela pede para que o valor investido por ela e pelo marido seja devolvido e recebe como resposta que a empresa estaria “tentando desbloquear pelo menos parte dos 38 bilhões em juízo para quitar todos os contratos”, referindo-se às pessoas que foram enganadas.