Saúde

Raiva humana: o que é, quais são os sintomas e como é transmitida

Metrópoles | 05/07/22 - 23h55
Foto: Reprodução

O Distrito Federal confirmou, na tarde desta terça (5/7), o primeiro caso de raiva humana em 44 anos. O paciente é um adolescente entre 15 e 19 anos que foi arranhado por um gato, e se encontra em estado grave.

O agente causador da doença é o vírus rábico, que pertence à ordem Mononegavirales. Os animais que transmitem o vírus para os humanos são, principalmente, cães e gatos, mas todos os animais de sangue quente (aves e mamíferos), desde que estejam infectados, também são transmissores. Alguns exemplos são os morcegos que consomem sangue, raposas, guaxinins e macacos. Animais de produção, como bois, galinhas e porcos, também podem passar a raiva.

Sem tratamento, a raiva humana pode levar à morte em um período entre 5 a 7 dias. É importante procurar ajuda médica o mais rápido possível depois da exposição ao vírus ou do início dos sintomas.

A transmissão do vírus da raiva acontece por contato direto, ou seja, é preciso que a saliva do animal ou da pessoa infectada entre em contato com uma ferida na pele ou com as membranas dos olhos, nariz ou boca. Por esse motivo, a causa mais comum de transmissão de raiva é através da mordida de um animal, sendo mais raro que aconteça por meio de arranhões.

Principais sintomas - Os sintomas da raiva em humanos começam aproximadamente 45 dias após a mordida do animal contaminado, já que o vírus precisa chegar ao cérebro. Assim, é comum que a pessoa já tenha sido mordida há algum tempo antes de apresentar qualquer sinal da doença.

No entanto, quando surgem, os primeiros sintomas costumam ser semelhantes aos de uma gripe e incluem:

  • Mal estar geral;
  • Sensação de fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Febre baixa;
  • Irritabilidade.
  • Além disso, no local da mordida também podem surgir algum desconforto, como a sensação de formigamento ou picadas.

À medida que a doença vai se desenvolvendo, começam a aparecer outros sintomas relacionados com a função cerebral, como ansiedade, confusão, agitação, comportamento anormal, alucinações e insônia. Quando surgem sintomas relacionados à função cerebral, geralmente a doença é fatal.

Profilaxia - A raiva humana tem vacina e é indicada como profilaxia para pessoas que estão em risco permanente de exposição ao vírus. No grupo estão profissionais e auxiliares de laboratório que analisam amostras de raiva, pessoas que trabalham com morcegos, veterinários, agrônomos, biólogos, espeleólogos (cientistas que estudam cavernas) e funcionários de pet-shops.

Entram na lista também estudantes de veterinária, zootecnia, biologia e biomedicina e profissionais que atuam em área epidêmica para a raiva canina fazendo manejo e vacinação de cães que podem estar infectados. São aplicadas duas doses, com sete dias de intervalo.

O imunizante também pode ser usado na pós-exposição, quando serve para reduzir eventuais desfechos da enfermidade. No Brasil, a vacina é distribuída pelo Instituto Butantan e aplicada nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em animais, o principal meio de evitar a raiva é por meio da vacinação. O imunizante faz parte do calendário obrigatório para cães e gatos. (Com informações do portal Tua Saúde)