Alexandre Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, diz PF

Publicado em 13/04/2026, às 13h55
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem - Bruno Spada / Câmara dos Deputados
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem - Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Por g1

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA em Orlando, devido a questões migratórias e por ser considerado foragido da Justiça brasileira após ser condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Ramagem deixou o Brasil clandestinamente antes do término de seu julgamento, atravessando a fronteira com a Guiana, e seu nome foi incluído na lista da Interpol, facilitando sua detenção no exterior.

O Ministério da Justiça brasileiro formalizou um pedido de extradição ao governo dos EUA, enquanto Ramagem enfrenta sanções administrativas, incluindo o cancelamento de seu passaporte diplomático e o bloqueio de seus vencimentos parlamentares.

Resumo gerado por IA

O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.

Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando (Flórida) e levado a um centro de detenção na cidade. O motivo da detenção foram questões migratórias.

"A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular", afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) divulgadas pelo g1, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.

Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.

Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.

Enquanto está no exterior, Ramagem sofreu sanções administrativas e políticas:

  • A Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático após a cassação do seu mandato;
  • Por determinação do STF, a Câmara também efetuou o bloqueio dos seus vencimentos parlamentares.

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