Saúde

Regra para reforço de imunizados com Pfizer é alterada; veja como fica

Metrópoles | 17/11/21 - 16h52 - Atualizado em 17/11/21 - 16h55
Geovana Albuquerque / Agência Saúde DF

Após liberar a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, para toda população adulta com mais de 18 anos, o Ministério da Saúde alterou a regra para quem foi imunizado com o imunobiológico da Pfizer. 

Agora, a terceira dose também poderá ser da vacina da Pfizer. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz. Na quarta-feira (16/11), a recomendação era para seguir a “vacinação cruzada”, ou seja, quem tomou duas doses de uma vacina, deveria receber a terceira de um fabricante diferente. No entendimento da comunidade médico-científica, com bases em estudos recentes, a combinação de vacinas com com tecnologia distintas resultam em maior proteção ao longo do tempo.

O Ministério da Saúde, contudo, encomendou estudos que indicam que a administração do reforço com dose da Pfizer para quem recebeu duas doses do imunizante também é eficaz. Foram aplicadas 91,1 milhões de doses da Pfizer durante a campanha, o que representa 31,4% do total.

Nesta quarta-feira (17/11), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo possui a quantidade necessária de doses da vacina para assegurar a ampliação de público e a diminuição da espera pelo reforço, que passou de seis para cinco meses. “Nós temos doses, o que não era a realidade no começo da campanha. E aí nós queremos avançar ainda mais na segunda dose e seguir com a dose de reforço”, frisou o chefe da Saúde.

A 3ª dose - Na terça-feira (16/11), o Ministério da Saúde anunciou que a população maior de 18 anos tomará o reforço ao menos 5 meses depois da segunda dose de qualquer imunizante — AstraZeneca, Pfizer, Coronavac e Janssen. O reforço é preferencialmente com um imunizante diferente daquele tomado no primeiro ciclo vacinal e o ideal é que seja usada a vacina da Pfizer. Na falta, serão utilizadas AstraZeneca ou Janssen.

De acordo com a pasta, a partir de agora, 100 milhões de brasileiros estão aptos a tomar a dose de reforço. A única exigência é que a segunda dose tenha sido aplicada há, no mínimo, cinco meses. Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que, com a atualização, 12,5 milhões de pessoas tomem a dose de reforço ainda no mês de novembro. Em dezembro, a estimativa é que 2,9 milhões recebam o reforço.