Réus por morte de soldado Izabelle, atingida por tiros em viatura, participam de audiência de instrução

Publicado em 06/02/2026, às 11h04
Izabelle Pereira morreu atingida por tiros - Reprodução
Izabelle Pereira morreu atingida por tiros - Reprodução

Por Redação

A 13ª Vara Criminal de Maceió realiza uma audiência sobre a morte da soldado da Polícia Militar Izabelle Pereira dos Santos, ocorrida em 2014, com depoimentos de testemunhas e interrogatórios dos réus, que eram militares na época.

Após mais de 11 anos, a ação penal ainda não teve uma sentença definitiva e segue sob sigilo, apesar de novos laudos da Polícia Federal que indicam que a arma disparou intencionalmente, contradizendo a versão inicial de um acidente.

O laudo da PF sugere que a arma foi manipulada, com o seletor de tiros alterado e a possibilidade de um impacto que acionou o gatilho, levantando questões sobre a responsabilidade dos réus no caso.

Resumo gerado por IA

A 13ª Vara Criminal de Maceió realiza, nesta sexta-feira (6), uma audiência de instrução do processo que apura a morte da soldado da Polícia Militar Izabelle Pereira dos Santos, ocorrida há mais de uma década.

O ato processual que acontece no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, prevê o depoimento de testemunhas e o interrogatório dos réus José Rogério Mariano da Silva e Samuel Jackson Ferreira de Lima, também militares à época.

Mesmo após 11 anos e meio, a ação penal ainda não teve uma sentença definitiva e segue tramitando sob sigilo judicial.

O caso

Izabelle Pereira dos Santos estava em uma viatura do Batalhão de Radiopatrulha, acompanha dos dois réus, quando foi atingida braço, axila e adômen por 17 tiros disparados por uma submetralhadora. O caso aconteceu em 30 de agosto de 2014.

Na época, a suspeita foi de que arma disparou sozinha, pois segundo os colegas da vítima, a submetralhadora ficou posicionada no chão da viatura e travada, o que teria caracterizado tiros acidentais. No entanto, em novembro de 2017, novos elementos repercutiram. 

A Polícia Federal divulgou um laudo que mostrou que o seletor de tiros da arma teria sido retirado da posição de segurança para a de disparo. A possibilidade foi de um impacto na carenagem do banco, na parte de encaixe do cinto de segurança.

A PF também destacou a peça "alavanca do ferrolho", de outra submetralhadora, também na viatura. Ela pode ter acionado o gatilho da arma.

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