Revoada de tanajuras atrai moradores e resgata tradição culinária em Maceió

Publicado em 31/03/2026, às 09h48
Tanajura (Içá) - Foto: Vanessa Bracamonte/Divulgação
Tanajura (Içá) - Foto: Vanessa Bracamonte/Divulgação

Por Redação

Após intensas chuvas, a revoada de tanajuras em Maceió atraiu a atenção de moradores, especialmente em bairros como Bebedouro e Santa Amélia, onde a captura do inseto se tornou um evento social e cultural.

A coleta das tanajuras, que ocorre durante o voo reprodutivo das formigas aladas, é uma tradição antiga no Nordeste, com o inseto sendo valorizado por sua alta proteína e consumido de diversas formas, como frito ou assado.

Além do consumo caseiro, a prática gerou um comércio informal na cidade, com vendas em grupos de mensagens e preços que podem chegar a R$ 20 o quilo, refletindo a popularidade do inseto na região durante o período de revoada, que vai de dezembro a março.

Resumo gerado por IA

Após dias de chuvas intensas, uma revoada de tanajuras movimentou moradores em Maceió. O fenômeno, comum no período úmido, foi registrado principalmente em bairros da parte alta da capital, como Bebedouro e Santa Amélia, onde mirantes ficaram tomados por pessoas em busca do inseto.

A captura das tanajuras, também conhecidas como içás, mistura curiosidade e tradição, sendo um costume antigo no Nordeste. Quase sempre em grupo, moradores se reúnem no fim da tarde e início da noite, momento em que as formigas aladas deixam os formigueiros para o voo reprodutivo, facilitando a coleta.

O consumo do inseto tem origem na cultura indígena e permanece popular em diversas regiões do país, especialmente no Norte e Nordeste. Rica em proteína, a tanajura é considerada uma iguaria e costuma ser preparada frita, assada ou torrada, muitas vezes acompanhada de farinha de mandioca.

Motorista exibe garrafa pet cheia de tanajuras. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além do consumo próprio, a prática também movimenta um pequeno comércio informal. Em Maceió, já há registros de venda em grupos de mensagens, com preços que chegam a R$ 20 o quilo. Em outros estados nordestinos, dependendo da oferta, o valor pode ser ainda mais alto.

O período de maior incidência das tanajuras vai de dezembro a março, quando as condições climáticas favorecem a revoada. 

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