Interior

Rio Mundaú supera cota de inundação e já oferece perigo a União e Murici

Gilson Monteiro | 25/05/22 - 12h33

O Rio Mundaú já superou a cota de inundação, podendo colocar em risco áreas das cidade de União dos Palmares e Murici. O gráfico abaixo mostra a evolução do aumento do nível do rio desde o dia 21, até esta quarta-feira, 25 de maio, quando o volume de chuva cresceu com mais intensidade. 

A informação foi confirmada pelo Corpo de bombeiros e também pelo Serviço Geológico do Brasil , órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. "O nível do rio está subindo e superou a cota de inundação nas cidades de União dos Palmares e Murici".
 


Apesar de as margens  urbanas do Mundaú terem sido desocupadas desde a enchente de 2010, o distrito de Rocha Cavalcante e alguns bairros onde o escoamento é deficiente preocupam o Corpo de Bombeiros.

"União hoje não existe moradores próximo ao rio. O problema de União hoje é algumas casas do povoado Rocha Cavalcante, e também algumas ruas em União ela transborda por exemplo, onde a água ela entra pelo esgotamento e transborda nas ruas faz aquele as ruas se transborda entendeu?", afirmou o sargento Alex, chefe de guarnição.

Internautas registraram o volume de águas no Mundaú na manhã de hoje. 

Monitoramento - Nas salas de monitoramento do Serviço Geológico do Brasil, as equipes trabalham com dados que são recebidos a cada 01 hora, por transmissores via satélite ou GSM instalados nas estações de monitoramento automáticas. Esses dados são provenientes das estações da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional das Águas (ANA), e operada pelo SGB-CPRM. Tais estações são dotadas de sensores de nível, que medem a variação nos níveis das águas com alta precisão, bem como pluviômetros automáticos, capazes de registrar a quantidade de chuva em intervalos de segundos.

Os dados são recebidos, consistidos e processados por meio de modelos hidrológicos elaborados pela equipe do SGB-CPRM, e consolidados em forma de boletins de monitoramento, enviados às defesas civis estaduais, municipais, ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), à ANA, ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e demais órgãos de interesse. Sempre que há necessidade, são enviados também boletins de alerta hidrológico, com informações adicionais de previsões dos níveis dos rios, de forma que os órgãos atuantes possam se preparar da melhor forma possível para o evento.

Para a operacionalização dos Sistemas, é importante o conhecimento dos impactos associados à variação dos níveis dos rios dentro de cada município, através das chamadas “Cotas de Referência”. No contexto dos SAHs, as cotas de referência associadas às inundações graduais seguem as seguintes definições: