O nascimento de um filhote de peixe-boi marinho no Rio Tatuamunha, em Alagoas, reforça a importância da área como santuário da espécie, apesar das ameaças da especulação imobiliária. A fêmea Ivy foi avistada com a cria, o que traz esperança para a conservação da fauna local.
Este é o segundo filhote de Ivy e o segundo nascimento registrado em menos de cinco meses na região, que é monitorada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O evento é um indicativo da saúde do rio, que já enfrentou problemas de contaminação ambiental.
As autoridades e a Associação Peixe-Boi destacam a relevância do turismo responsável e da educação ambiental na proteção da espécie. A interação com o filhote será limitada para garantir a segurança da mãe e da cria, enquanto o monitoramento da saúde do rio continua.
Mais um nascimento de filhote de peixe-boi marinho encheu de esperança o Rio Tatuamunha, considerado o santuário da espécie em Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas. A fêmea Ivy foi avistada na terça-feira (3) ao lado da cria por um condutor da Associação Peixe-Boi.
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Ele informou o avistamento ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior unidade de conservação marinho-costeira do Brasil, onde está inserido o Rio Tatuamunha.
“O nascimento desse filhote é, mais uma vez, a consolidação dos trabalhos de educação ambiental e do fortalecimento do turismo responsável. Isso demonstra a qualidade do rio, que vem sendo ameaçado diretamente pela especulação imobiliária. O nascimento comprova que, apesar das ameaças, o rio está saudável e vivo, um verdadeiro santuário”, celebrou a presidente da Associação Peixe-Boi, Flávia Rêgo, em entrevista ao Alagoas Notícia Boa (ALNB).
De acordo com ela, esse é o segundo filhote de Ivy.
“A gente ainda não sabe o nome do filhote porque também não sabemos o sexo. Ele é muito bebezinho, então evitamos toda e qualquer interação para proteger a mãe e a cria”, ponderou Flávia.
Em menos de cinco meses, este é o segundo registro de nascimento de um filhote de peixe-boi no Rio Tatuamunha. Em outubro do ano passado, a fêmea Telinha deu à luz ao seu primeiro rebento.
O fato foi bastante comemorado porque, em agosto daquele ano, dois peixes-boi haviam morrido no recinto de aclimatação. Á época, as investigações apontaram indícios de contaminação ambiental na água do Rio Tatuamunha, onde funciona o centro de conservação da espécie.
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