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Rússia inicia exercícios com submarinos nucleares e lança-mísseis

Metrópoles | 02/03/22 - 09h56
Foto: Pixabay

Depois de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedir aos seus ministros que colocassem as forças nucleares em “regime especial de alerta”, as Forças Armadas do Kremlin anunciaram, nesta quarta-feira (2/2), exercícios com submarinos nucleares e lança-mísseis terrestres.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os exercícios serão realizados apenas em território russo e não em terras ucranianas. Os submarinos nucleares navegam nas águas do Mar de Barents e os lançadores de mísseis estão sendo utilizados na Sibéria.

Segundo o governo russo, os exercícios estão sendo executados, supostamente para “treinar manobras em condições adversas”.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, opinou, segundo a agência Ria Novosti, que se em decorrência do conflito entre Rússia e Ucrânia, ocorresse uma 3ª Guerra Mundial, armas nucleres estariam envolvidas.

No domingo (27/2), após reunião com o ministro da Defesa, Serguei Choigu, e do Estado Maior, Dmitry Yuryevich Grigorenko, no Kremlin, Putin ventilou a possibilidade de exercício nucleares.

“Os países ocidentais não estão apenas aplicando sanções econômicas nada amigáveis. Seus líderes de Estado têm feito pronunciamentos agressivos sobre nosso país. Por isso, ordenei que coloquem as forças de dissuasão da Rússia em regime especial de alerta”, afirmou o presidente russo.

Resposta a sanções - O gesto de Putin foi uma resposta às sanções de países do Ocidente impostas à Rússia, que mesmo assim tem apresentado condições para driblar as medidas restritivas exigidas. A ameaça em apelar para armas nucleares, no entanto, ligou um alerta para o efeito catastrófico que o uso do aparato com grande potencial letal e destrutivo pode causar.

Hoje, a Rússia tem cerca de 6 mil armas nucleares e os Estados Unidos, 5,5 mil, segundo Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos.

Após a ordem do presidente russo, a comunidade internacional rapidamente iniciou uma reação. Órgãos de segurança dos Estados Unidos dizem monitorar a situação. A Casa Branca afirmou que a medida “obedece a um padrão de fabricação de ameaças que não existem” e ponderou que a Rússia nunca esteve sob ameaça da Otan.