Saúde

Saiba os sinais da esclerose múltipla, doença da atriz Guta Stresser

Metrópoles | 20/06/22 - 18h04
O problema gera falhas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo, impactando a qualidade de vida do paciente | Foto: Reprodução/TV Globo

A atriz brasileira Guta Stresser, famosa por dar vida à personagem Bebel de A Grande Família, revelou que sofre de esclerose múltipla, doença neurológica caracterizada por um ataque do sistema imune à bainha de mielina, estrutura que protege os neurônios.

A condição resulta em danos permanentes ou na destruição dos nervos, o que leva a problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sinais iniciais da doença dependem de quais nervos foram afetados.

Fraqueza muscular, sensação de dormência ou formigamento em braços e pernas, cansaço extremo e lapsos de memória são comuns. No caso de Guta, um conjunto de sintomas levou ao diagnóstico.

“Comecei a esquecer palavras bem básicas, como copo e cadeira. Se ficava duas horas parada assistindo a um filme na TV, logo sentia dores musculares. Tinha formigamentos frequentes nos pés e nas mãos, enxaquecas fortíssimas e variações de humor. O pior era um zumbido constante no ouvido. Parecia que havia ali um fio desencapado, provocando um curto-circuito na minha cabeça”, contou a atriz, em entrevista à revista Veja.

Situações de risco e causas - Esses sintomas surgem ao longo da vida com a progressão da esclerose múltipla, sendo mais evidentes durante os períodos conhecidos como crise ou surtos da doença. Além disso, eles podem ser agravados quando há exposição ao calor ou febre.

A causa exata da esclerose múltipla é desconhecida, no entanto sabe-se que o aparecimento dos sintomas estão relacionados com alterações imunológicas. Alguns fatores fatores estão associados a doença:

  • Ter entre 20 e 40 anos;
  • Ser mulher, uma vez que foi verificado que ser do gênero feminino aumenta em duas a três vezes mais as chances de desenvolver esclerose múltipla;
  • Ter casos de esclerose múltipla na família, como pais ou irmãos;
  • Ser portador de doenças autoimunes como doenças da tireoide, anemia perniciosa, psoríase, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal;
  • Possuir baixos níveis de vitamina D.

Tratamentos - O tratamento da esclerose múltipla é feito com medicamentos indicados pelo médico que ajudam a evitar a progressão, diminuir o tempo e a intensidade das crises, além de controlar os sintomas da doença.

A fisioterapia é importante para controlar os sintomas, pois permite que os músculos sejam ativados, evitando a fraqueza nas pernas e a atrofia muscular. A fisioterapia é feita por meio de exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular.

Alguns cuidados também podem potencializar o tratamento e adiar a evolução da esclerose múltipla, como:

  • Dormir, no mínimo, oito horas por noite;
  • Fazer exercícios recomendados pelo médico;
  • Evitar a exposição ao calor ou locais quentes, preferindo temperaturas amenas;
  • Aliviar o estresse com atividades como ioga, tai-chi, massagem, meditação ou respiração profunda;
  • É importante fazer acompanhamento com o neurologista que também deve orientar mudanças na alimentação. (Com informações do portal Tua Saúde)