O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a Venezuela poderia entregar entre 30 a 50 milhões de barris de petróleo, avaliados em aproximadamente 2,5 bilhões de dólares, o que representaria um desafio significativo para o país em termos de produção e infraestrutura.
Para atingir a meta de entrega em um ano, seria necessário um aumento na produção de cerca de 137 mil barris por dia, o que corresponde a um quarto da produção atual da Venezuela, além de exigir investimentos substanciais na infraestrutura local.
A proposta de venda do petróleo está atrelada a prazos e condições de mercado, com a necessidade de novos investimentos estimados em até 10 bilhões de dólares e um tempo de desenvolvimento de pelo menos cinco anos, enquanto a volatilidade dos preços do petróleo pode ser influenciada por fatores políticos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (06), que a Venezuela entregaria aos norte-americanos até 50 milhões de barris de petróleo. Esse volume vale hoje cerca de 2,5 bilhões de dólares (R$ 14 bilhões) e levaria anos para ser produzido, mesmo com novos investimentos.
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Trump citou a entrega de 30 a 50 milhões de barris de "petróleo sancionado" aos EUA. Em postagem nas redes sociais, ele disse que o óleo seria vendido a preços de mercado e que os recursos ficariam sob seu controle para uso "em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos".
No preço atual, 50 milhões de barris valem cerca de 2,5 bilhões de dólares (R$ 14 bilhões). Segundo o professor da Escola de Química da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e especialista em petróleo Luís Eduardo Duque Dutra, com o barril em torno de US$ 60 e um desconto de US$ 10 devido à qualidade do óleo venezuelano, "a venda de 50 milhões de barris geraria US$ 2,5 bilhões".
Para alcançar esse volume em um ano, seria necessário produzir em média cerca de 137 mil barris por dia. Dutra explica que isso representa aproximadamente um quarto da produção atual do país, o que indica o tamanho do desafio para cumprir a entrega.
O tempo de produção influencia diretamente o valor do acordo. Se o petróleo fosse vendido ao longo de dez anos, considerando juros, inflação e risco de 10% ao ano, explica o professor, haveria uma redução de cerca de US$ 1 bilhão (mais de R$ 5 bilhões).
Aumentar a produção também exigiria novos investimentos. Segundo Luís Eduardo Duque Dutra, elevar a produção em pouco mais de 100 mil barris por dia, diante da situação precária da infraestrutura local, demandaria "perto de dez bilhões de dólares e, pelo menos, cinco anos de desenvolvimento".
Quanto mais rápido o acesso às reservas, maior tende a ser o interesse dos Estados Unidos. O país tem refinarias capazes de processar esse tipo de petróleo e empresas interessadas em atuar na América do Sul, o que torna o prazo um ponto central da proposta, explica o especialista.
O preço do petróleo também pode variar conforme o cenário político. Dutra afirma que os preços já mostram tendência de alta após a captura de Maduro e que a volatilidade pode aumentar se a Arábia Saudita e seus aliados não atuarem para conter as oscilações.
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