Durante o Carnaval, o Samu 192 de Alagoas recebeu 3.626 ligações, com Maceió concentrando a maioria. O alto número de trotes e chamadas indevidas comprometeu o atendimento, colocando vidas em risco.
Dos atendimentos, 575 foram trotes, representando 15,8% do total, e 544 ligações foram indevidas, dificultando o trabalho dos profissionais. As orientações médicas foram as mais frequentes, totalizando 506 chamadas.
Apesar do volume de ligações, o serviço funcionou normalmente, mas o coordenador do Samu alertou sobre os prejuízos dos trotes, que podem resultar em penalidades legais. As autoridades reforçam que o Samu deve ser acionado apenas em emergências reais.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Alagoas recebeu 3.626 ligações telefônicas durante o período de Carnaval, entre os dias 13 e 18 de fevereiro, somadas as centrais de Maceió e Arapiraca. Do total de chamadas, Maceió concentrou 2.358, enquanto Arapiraca registrou 1.268. Entre os dados, destaca-se o alto número de trotes e ligações indevidas, que comprometeram o atendimento à população.
LEIA TAMBÉM
Do total de ligações, 575 foram trotes, o que representa 15,8% das chamadas. Além disso, outras 544 ligações foram consideradas indevidas — situações em que cidadãos utilizam o serviço para solicitar informações como número de hospitais, endereços ou localização de pacientes. Juntas, as ligações indevidas e os trotes somaram 1.119 chamadas, atrapalhando o trabalho dos profissionais e colocando vidas em risco.
Entre os atendimentos de maior relevância, as orientações médicas se destacaram, com 506 chamadas. Nesses casos, os médicos plantonistas da Central de Regulação das Urgências (CRU) prestam suporte imediato à população sobre situações como engasgos, febre alta e queimaduras, evitando, muitas vezes, o deslocamento de viaturas e por ser a orientação, muitas vezes mais adequada do que enviar uma equipe de motolância ou ambulância.
Na sequência, as ocorrências de trânsito somaram 147 registros, sendo 77 em Maceió e 70 em Arapiraca. Já os atendimentos psiquiátricos e psicológicos alcançaram 40 ocorrências, com 29 na capital e 11 no interior. Queda da própria altura foi registrada 39 vezes, com 30 delas em Maceió e 9 em Arapiraca.
Casos envolvendo violência também foram contabilizados: agressões com arma de fogo somaram seis registros, sendo três em cada central. Já as ocorrências com arma branca foram quatro — duas em cada central. Tentativas de suicídio aparecem com seis ocorrências, todas registradas na Central de Maceió. Afogamentos, por sua vez, foram apenas dois durante todo o feriado.
"Nossos profissionais estiveram atentos e preparados durante todo o período. Apesar do volume expressivo de ligações, o serviço transcorreu com normalidade e sem intercorrências complexas", afirmou o coordenador-geral do Samu Alagoas, médico Mac Douglas de Oliveira Lima.
Apesar da tranquilidade nos atendimentos de urgência, o coordenador reforça o alerta contra os trotes. "É fundamental que a população entenda os prejuízos causados por essas ligações. Cada trote pode custar uma vida", destacou.
Trote é crime e pode levar à prisão
Ligar para o Samu com intenção de enganar ou atrapalhar o serviço é crime. Segundo o artigo 266 do Código Penal Brasileiro, atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviços de utilidade pública pode resultar em pena de detenção de um a seis meses, além de multa. A prática também pode ser enquadrada como contravenção penal, conforme o artigo 41 da Lei das Contravenções Penais.
A recomendação das autoridades é clara: o Samu deve ser acionado apenas em situações reais de urgência e emergência.
LEIA MAIS
+Lidas