Sangue humano e imagens: o que se sabe sobre caso de família desaparecida no RS

Publicado em 19/02/2026, às 08h07
Divulgação/PCRS
Divulgação/PCRS

Por CNN Brasil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar e seus pais, ocorridos em janeiro, com o caso sendo tratado como homicídio ou cárcere privado devido a evidências encontradas na residência da família.

Vestígios de sangue humano foram encontrados na casa de Silvana, enquanto um projétil de festim foi localizado na casa dos pais, embora o local estivesse organizado, levantando suspeitas sobre a dinâmica do desaparecimento.

Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e principal suspeito, teve sua prisão temporária decretada e está afastado de suas funções como policial militar, enquanto a investigação continua sem descartar a possibilidade de feminicídio e homicídio.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, não é vista desde 24 de janeiro, enquanto seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, após iniciarem buscas pela filha. O caso é tratado pelas autoridades como crime de homicídio ou cárcere privado.

Durante as diligências, a perícia encontrou vestígios de sangue humano dentro de um banheiro e na área dos fundos da casa de Silvana. De acordo com o delegado Anderson Spier, as amostras foram confirmadas por laudos laboratoriais, embora não houvesse sinais de luta corporal no imóvel.

Já na residência dos pais de Silvana, a polícia localizou um projétil de arma de fogo, que foi identificado posteriormente como de festim, mas o local estava totalmente organizado e limpo.

Suspeito flagrado por câmeras de segurança

O principal suspeito do crime é Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e policial militar, que teve a prisão temporária decretada no dia 10 de fevereiro.

Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança registraram o homem dentro da casa das vítimas, três dias após o sumiço dos pais de Silvana.

Testemunhas relataram que Cristiano foi visto carregando mochilas ao entrar e sair da moradia. Em depoimento, o suspeito afirmou que foi ao local para buscar ração para animais de estimação.

A investigação também revelou que ele e Silvana não mantinham uma boa relação, com relatos anteriores ao Conselho Tutelar sobre divergências na criação do filho do casal.

Publicações falsas e movimentação suspeita

Um dos pontos centrais da investigação são as publicações em redes sociais feitas no perfil de Silvana em 24 de janeiro, relatando um suposto acidente de trânsito em Gramado.

A Polícia Civil informou que o acidente nunca ocorreu e o carro de Silvana foi encontrado na garagem da própria casa, com as chaves no interior do imóvel.

Além disso, câmeras de monitoramento mostraram a chegada e saída de veículos considerados suspeitos na casa de Silvana na noite do desaparecimento, incluindo um carro vermelho que permaneceu no local por apenas oito minutos.

Investigações continuam

Até o momento, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul confirmou o afastamento do policial militar de suas funções enquanto as investigações prosseguem.

A polícia aguarda novos laudos periciais e não descarta as hipóteses de feminicídio contra Silvana e homicídio contra seus pais. O paradeiro das vítimas permanece desconhecido.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Cristiano Domingues Francisco. O espaço está aberto para manifestação.

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