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Saúde do DF gastou R$ 10 milhões com licença de servidores infectados

Metrópoles | 13/08/20 - 09h15
Agência Brasil

A pandemia do novo coronavírus provocou o afastamento de 2.471 profissionais de saúde dos hospitais do Distrito Federal. Na missão de salvar vidas, médicos, enfermeiros, auxiliares e assistentes acabaram se contaminando em pleno ofício e tiveram de ser afastados. Os atestados custaram, além da saúde, sofrimento e isolamento dessas pessoas, R$ 10, 4 milhões aos cofres públicos.

A Secretaria de Economia, por meio da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, registra os dados de afastamentos por Covid-19 homologados mensalmente. Desde o mês de março, quando o primeiro caso da doença foi confirmado na capital do país, até junho, 2.471 licenças foram computadas.

De acordo com dados da pasta, os profissionais da Saúde, atualmente com 37.413 servidores ativos, são os que têm maior absenteísmo, devido à atuação na linha de frente contra a Covid-19.

Os cargos que apresentaram maior quantidade de licenças foram das carreiras de assistência à saúde pública (59,85%), médico (16,75%) e enfermeiro (13,27%).

Na representação por localidade, as regiões com maior incidência foram a Superintendência da Região de Saúde Sudoeste, que engloba Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Recanto das Emas e Samambaia, com 24,52%; e a Superintendência da Região de Saúde Oeste, onde estão Ceilândia e Brazlândia, com 18,82% dos registros.

O absenteísmo-doença é calculado pelo valor do dia de trabalho de cada servidor afastado multiplicado pela quantidade de dias que este se ausentou para tratamento da própria saúde.

Veja números:

Março: 24 licenças, com custo de R$ 144.930,41
Abril: 235 licenças, com custo de R$ 1.535.056,48
Maio: 560 licenças, com custo de R$ 2.611.739,04
Junho: 1.652 licenças, com custo de R$ 6.170.987,22

Total de licenças: R$ 2.471
Custo: R$ 10.462.713,15

Reposição

Com os profissionais afastados por causa da Covid-19, o serviço que eles realizam precisa ser compensado para o funcionamento dos hospitais. De acordo com a Secretaria de Saúde, a reposição de servidores afastados está sendo feita com a nomeação de servidores temporários.

Nessa terça-feira (11/8), a pasta divulgou o resultado preliminar do Processo Seletivo Simplificado Emergencial para a nomeação de profissionais temporários que vão reforçar o atendimento na rede durante a pandemia.

“O processo disponibiliza 900 vagas, que podem chegar até 1.350 se somadas às de cadastro reserva. Serão convocados profissionais das áreas de clínica médica e psiquiatria, além de psicólogos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Atualmente, a Saúde possui 33.159 servidores em seu quadro”, informou a pasta ao Metrópoles.