Se for expulso da PM, tenente-coronel do caso Gisele vai para presídio comum? Entenda

Publicado em 30/03/2026, às 13h23
Tenente-coronel Geraldo Leite foi preso preventivamente suspeito de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana - Reprodução / Redes sociais
Tenente-coronel Geraldo Leite foi preso preventivamente suspeito de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana - Reprodução / Redes sociais

Por Igor Ribeiro / Folhapress

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, pode ser transferido para um presídio comum se for expulso da Polícia Militar de São Paulo, onde um processo administrativo está em andamento para avaliar sua perda de patente.

A investigação aponta que a morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida em fevereiro, foi manipulada para simular suicídio, com evidências de lesões que contradizem essa versão, além de relatos de um relacionamento abusivo.

A defesa do oficial nega as acusações e critica a manutenção da prisão preventiva, enquanto a transferência para uma penitenciária comum dependerá da decisão do Tribunal de Justiça Militar, que também deve garantir proteção especial ao ex-policial.

Resumo gerado por IA

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, pode ser transferido para um presídio comum caso seja expulso da Polícia Militar de São Paulo.

A PM abriu um processo administrativo para decidir sobre a expulsão do oficial. A Secretaria de Segurança Pública afirma que o inquérito está no fim e o Comando-Geral vai avaliar a perda da patente.

A transferência para uma penitenciária comum depende de decisão do Tribunal de Justiça Militar. A mudança não é automática e só ocorre se o tribunal determinar a perda do posto, o que corta o salário.

A lei garante proteção especial para agentes de segurança no sistema prisional comum. Caso seja transferido, o ex-policial deve ficar em alas reservadas ou setores isolados para garantir sua segurança física, conforme a lei.

Especialistas alertam para o risco à vida do ex-militar em unidades comuns. O advogado Flavio Grossi avalia que a mudança exige cautela.

INVESTIGAÇÃO APONTA FEMINICÍDIO

O tenente-coronel virou réu por feminicídio e fraude processual pela morte da soldado Gisele Alves Santana. O crime aconteceu em fevereiro, no Brás, e a investigação aponta que a cena foi manipulada para simular suicídio.

Exames constataram lesões no corpo da vítima incompatíveis com suicídio. A perícia apontou marcas provocadas por pressão de unhas, e a mãe da soldado afirmou que o relacionamento era abusivo e cheio de proibições.

DEFESA NEGA CRIME

O advogado do tenente-coronel criticou a manutenção da prisão preventiva. Eugênio Malavasi afirmou estar estarrecido com a decisão das justiças comum e militar e sustenta que o cliente colabora com as autoridades desde o início.

Geraldo Leite Rosa Neto negou ter matado a esposa e afirmou ter a consciência tranquila. Em entrevista, o oficial disse que sofre ataques baseados em inverdades e alegou que encontrou a mulher ferida no chão.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.

O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.

Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

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