Seis dias à deriva: 22 imigrantes morrem e 26 sobrevivem na costa da Grécia

Publicado em 28/03/2026, às 14h25
Reprodução/Rede Social
Reprodução/Rede Social

Por Folhapress

Vinte e dois imigrantes morreram na costa da Grécia após seis dias à deriva em um barco inflável, com 26 sobreviventes resgatados por um navio da Frontex, destacando a crescente tragédia humanitária na rota do Mediterrâneo.

Os sobreviventes relataram que os corpos dos mortos foram jogados ao mar por líderes da travessia ilegal, que foram presos pelas autoridades gregas, evidenciando a exploração e os riscos enfrentados pelos migrantes.

O número de mortes e desaparecimentos na rota mediterrânea aumentou para mais de 600 neste ano, o maior desde 2014, levando a um reforço nas medidas de controle fronteiriço por países da região.

Resumo gerado por IA

Vinte e dois imigrantes morreram na costa da Grécia, perto da ilha de Creta, depois de passar seis dias à deriva em um barco inflável, segundo o relato de sobreviventes colhidos pela guarda costeira neste sábado (28).

Vinte e seis sobreviventes da mesma embarcação foram resgatados por um navio da Frontex, a agência europeia de controle de fronteiras, na noite de sexta-feira (27), segundo autoridades locais.

Os sobreviventes relataram que os corpos dos mortos foram lançados ao mar por ordem dos chefes da travessia ilegal -dois homens do Sudão do Sul, de 19 e 22 anos, foram presos pelas autoridades gregas acusados de liderar a expedição.

De acordo com os depoimentos dos resgatados, a embarcação saiu em 21 de março de Tobruk, cidade do leste da Líbia, em direção à Grécia, importante porta de entrada para migrantes que procuram refúgio na União Europeia.

"Durante o trajeto, os passageiros se desorientaram e ficaram no mar por seis dias sem comida nem água", publicou a guarda costeira local.

O número de ocorrências envolvendo imigrantes na rota do Mediterrâneo --saindo do norte da África em direção ao sul da Europa-- disparou neste ano, com mais de 600 mortos ou desaparecidos, segundo dados da OIM (Organização Internacional para as Migrações).

Os dados representam o maior fluxo desde 2014. Em 2015 e 2016, auge da crise migratória na Europa, cerca de um milhão de pessoas desembarcaram em ilhas gregas e turcas. Desde então, países banhados pelo Mediterrâneo reforçaram os controles fronteiriços e marítimos.

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