Publicado em 20/03/2026, às 16h25
Um elefante-marinho foi avistado pela primeira vez no litoral de Alagoas em 11 de março e está sendo monitorado pelo Instituto Biota de Conservação, que registrou sua presença em uma piscina natural na praia de Ipioca, em Maceió.
Este é apenas o segundo registro da espécie na região em 17 anos, e o Biota lançou uma enquete para que o público possa sugerir um nome para o animal, que continua a explorar as praias locais em busca de descanso.
O instituto alerta que molestar o animal é crime e pode resultar em multas de até R$ 5 mil, além de destacar a importância de manter distância para evitar riscos à saúde pública e ao bem-estar do elefante-marinho.
O elefante-marinho, que foi visto pela primeira vez no litoral de Alagoas no dia 11 de março, segue sendo monitorado pelo Instituto Biota de Conservação. Imagens feitas nesta sexta-feira, 20, mostram o animal "de boa", descansando em uma piscina natural formada na praia de Ipioca, Litoral Norte de Maceió.
LEIA TAMBÉM
O Biota lançou uma enquete simbólica para "batizar" o visitante marinho, que é o segundo da espécie a ser registrado em 17 anos de monitoramento do instituto na costa alagoana.
"O elefante-marinho (Mirounga leonina) continua percorrendo as praias de Alagoas em busca de descanso. 😴🌊 Já são 10 dias de monitoramento enquanto ele aproveita o nosso litoral. 😎 E a gente acredita que um visitante tão especial merece um nome!", publicou nas redes sociais. Veja abaixo:
Ver essa foto no Instagram
O animal apareceu primeiro na faixa de areia da praia de Carro Quebrado, na Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas, e chegou ao mar de Maceió após se deslocar por mais 30 quilômetros.
Molestar o animal é crime, alerta Biota
A curiosidade das pessoas e muitas vezes a falta de informação podem instigar comportamentos que são considerados crimes na legislação ambiental brasileira.
Molestar o animal inclui tocar, cercar, alimentar ou tentar interagir, tendo em vista a gravidade das atitudes, que podem causar desconforto e estresse no animal. Ou seja, mesmo que a pessoa tenha a "boa intenção" de tentar fazer com que o elefante-marinho volte para a água, isso é crime. Na dúvida, não se aproxime e admire de longe.
Por isso, de acordo com a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Alurb), quem desrespeitar um isolamento ao elefante-marinho, que deve ser de 20 a 30 metros, pode arcar com multas que variam de R$ 2.500 a R$ 5 mil.
"Mordida poderosa" e transmissor de doenças
Segundo o Bruno Stefanis, biólogo e diretor-presidente do Instituto Biota, o bicho é jovem e passa por um período de muda de pele e pelos, o que justifica seu comportamento.
O monitoramento busca evitar interferência humana e garantir que ele possa retornar ao mar naturalmente. Além do bem-estar do elefante-marinho, a preocupação recai sobre a saúde pública. A aproximação oferece risco de transmissão de doenças graves, como a gripe aviária. Assim como o animal pode contrair algum tipo de problema.
"Esses animais são sensíveis a algumas doenças e têm que ser mantidos à distância. Inclusive, existe uma determinação que esses animais não podem vir para cativeiro e depois serem reintroduzidos. Ou seja, temos que fazer o mínimo de intervenção possível para garantir que esse animal não passe o resto da vida em cativeiro", explicou Bruno.
LEIA MAIS
+Lidas