O prefeito Marcelo Crivella decidiu no domingo que a capital não seguirá à risca o decreto publicado por Witzel no fim da noite de sexta-feira, que liberava uma série de atividades em território fluminense com certas restrições. Dessa forma, o plano m...
O prefeito Marcelo Crivella decidiu no domingo que a capital não seguirá à risca o decreto publicado por Witzel no fim da noite de sexta-feira, que liberava uma série de atividades em território fluminense com certas restrições. Dessa forma, o plano municipal de reabertura gradual em seis fases, em prática desde terça-feira passada, segue valendo.
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As principais divergências de estado e municípo eram sobre a reabertura de alguns estabelecimentos. Liberados pelo governador, shoppings e centros comerciais deverão abrir no Rio, de acordo com plano municipal, apenas no dia 17 deste mês e com restrições. Bares e restaurantes, também autorizados pelo estado a funcionar com algumas limitações, só terão o aval do município para reabrir no dia 2 de julho.
— O conselho científico se reuniu e debateu muito. Há algumas recomendações do governo do estado que nós já estamos seguindo, como a reabertura dos templos. Há outras que estão numa fase mais adiantada, mas que, por unanimidade, o conselho decidiu que mantivéssemos dentro do planejamento adotado pela prefeitura — explicou Crivella.
Na semana passada, o governador Wilson Witzel, assim como seu secretário de Governo, Cleiton Rodrigues, já tinham afirmado que a ideia por trás do decreto é que sirva como base aos municípios, que batem o martelo sobre cumpri-lo na íntegra ou não. O prefeito afirmou que deve-se ter atenção para evitar retrocessos.
— Nós temos uma preocupação grande com retrocessos, recaídas. (..) Uma abertura ampla, geral e irrestrita poderá nos levar a uma situação que nós não queremos ter de novo, que foi a situação de maio, com um número de 4,7 mil óbitos a mais que em maio do ano passado — concluiu.
Durante o fim de semana, entre as duas normas conflitantes, os cariocas ficaram confusos e não sabiam quais regras seguir. Alguns bares e restaurantes abriram. Pontos turísticos, proibidos pelos decretos dos dois governantes, permaneceram fechados.
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