Sobe para 38 o número de mortos por temporais na zona da mata, em MG

Publicado em 25/02/2026, às 15h11
Sobe para 38 o número de mortos por temporais na zona da mata, em MG - Eduardo Anizelli / Folhapress
Sobe para 38 o número de mortos por temporais na zona da mata, em MG - Eduardo Anizelli / Folhapress

Por Folhapress

O número de mortos em Minas Gerais devido a temporais subiu para 38, com 32 corpos encontrados em Juiz de Fora e seis em Ubá, enquanto 30 pessoas continuam desaparecidas. A cidade de Juiz de Fora está em estado de calamidade pública após os desastres.

Até o momento, 208 pessoas foram resgatadas, e as autoridades estimam que cerca de 3.000 estejam desabrigadas em Juiz de Fora, além de 400 desalojados. O bairro Parque Jardim Burnier foi o mais afetado, com várias casas destruídas por deslizamentos.

As buscas por desaparecidos continuam em nove frentes de trabalho, e novos temporais são esperados na região. A situação é crítica, com o comércio local fechado e a população em vigília, refletindo a gravidade da tragédia.

Resumo gerado por IA

O número de mortos nas cidades atingidas por temporais na zona da mata, em Minas Gerais, subiu para 38, conforme atualização da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (25).

A corporação diz que 32 corpos encontrados em Juiz de Fora foram encaminhados ao Posto Médico-Legal, sendo que 21 deles já foram identificados. Outras seis vítimas em Ubá também foram identificadas.

A última atualização do Corpo de Bombeiros é de que ainda havia 30 pessoas desaparecidas, 28 em Juiz de Fora e 2 em Ubá. A corporação continua as buscas e atua em nove frentes de trabalho. Cinco corpos foram encontrados na madrugada desta quarta, aponta balanço divulgado durante a manhã.

Um homem que morreu eletrocutado em uma área de alagamento em Ubá não é considerado pelas autoridades como vítima em decorrência direta das chuvas.

No total, ainda de acordo com a corporação, 208 pessoas foram resgatadas vivas na zona da mata. Os bombeiros calculam que há 3.000 desabrigados e 400 desalojados em Juiz de Fora, e 26 desabrigados e 178 desalojados em Ubá.

A cidade de Juiz de Fora foi a mais afetada pelas chuvas e está em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira (24).

A prefeitura disse na manhã de terça, horas após os temporais, que a cidade havia amanhecido com "cicatrizes".

Várias ruas do município inundaram ou tiveram a passagem interrompida por árvores que caíram e precisaram ser fechadas.

Moradores relataram à Folha de S.Paulo que tiveram pouco tempo para sair de casa antes da tragédia. No Parque Jardim Burnier, onde cerca de 12 casas foram destruídas com a força do deslizamento de terra. O bairro foi o mais afetado da cidade.

Eles também afirmaram que sentiram o chão trepidar na tarde de domingo (22), cerca de 24 horas antes do episódio.

A primeira noite em Juiz de Fora após as chuvas foi de boa parte do comércio de bares, restaurantes ou shoppings fechado mesmo em áreas que não foram atingidas por enchentes ou deslizamentos. Nesses locais, a noite e madrugada foram de vigília na busca por desaparecidos e possíveis soterrados.

Para esta quarta estão previstos novos temporais na faixa centro sul do estado, principalmente, na região de Juiz de Fora, uma das cidades mais afetadas pelas chuvas da noite de segunda (23).

Minas Gerais acumula tragédias provocadas por chuvas intensas que deixaram dezenas de mortos e milhares de desabrigados. Em 2020, por exemplo, ao menos 53 pessoas morreram em território mineiro após uma chuva registrada em 24 de janeiro daquele ano.

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