Nordeste

Sputnik V chega em uma semana ao Brasil e será usada no Nordeste

Metrópoles | 20/07/21 - 08h53
Divulgação / Davi Rosa

Em uma semana deverão desembarcar em Recife 1,1 milhão de doses da vacina russa contra a Covid-19, a Sputnik V. Da capital pernambucana, as vacinas serão distribuídas para os demais estados do Consórcio Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a importar os antígenos.

Um outro lote, com aproximadamente 600 mil doses, será encaminhado para estados do Norte, ainda sem prazo determinado para chegar.

Após chegar ao Brasil, a vacina russa deve passar por análise preliminar no Instituto Nacional de Controle de Qualidade, ligado à Fiocruz. Integrantes do Consórcio acreditam que essa análise ocorra em uma semana.

Em junho, a Anvisa aprovou os pedidos de autorização excepcional e temporária para a importação das vacinas Covaxin e Sputnik V.

Os importadores das vacinas devem assumir todas as responsabilidades pelo uso do fármaco, uma vez que a Anvisa não concedeu registro de uso emergencial ou definitivo dos imunizantes.

Na reunião da Anvisa que autorizou a importação excepcional, o presidente da agência, Antônio Barra Torres, frisou que, apesar das incertezas pontuadas pelas áreas técnicas, a utilização das vacinas pode ser benéfica ao Brasil durante o momento crítico em que o país se encontra. Barra Torres também pontuou que todas as condicionantes exigidas pelas áreas técnicas da Anvisa devem ser seguidas.

“Os benefícios podem superar os riscos na tomada de decisão e seguem no sentido de se aceitar a proposta do relator de aceitar as solicitações de importação excepcional”, disse ele na ocasião.

O uso da Sputnik vai permitir a imunização em massa de ao menos uma cidade: Sousa, na Paraíba, com 69 mil habitantes. A experiência será semelhante à que ocorreu ocorreu em Botucatu e Serrana, em São Paulo, com aplicação da Coronavac.

Produção nacional

No Brasil, a farmacêutica União Química já terminou um lote inicial com 100 mil doses, com qualidade atestada pela Rússia, com insumo farmacêutico ativo (IFA) produzido em uma fábrica no Distrito Federal. O processo de transferência de tecnologia começou no último trimestre de 2020 e terminou em abril deste ano.