STF retoma julgamento sobre pagamento de penduricalhos nos Três Poderes

Benefícios somados ao salário não cumprem teto constitucional

Publicado em 25/03/2026, às 08h29
Na sessão de hoje, será iniciada a votação que vai decidir se as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos, serão mantidas pelo plenário. - Foto: Antônio Augusto/STF
Na sessão de hoje, será iniciada a votação que vai decidir se as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos, serão mantidas pelo plenário. - Foto: Antônio Augusto/STF

Por Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia hoje o julgamento sobre a suspensão de penduricalhos nos Três Poderes, que são benefícios concedidos a servidores públicos e que não respeitam o teto salarial de R$ 46,3 mil, impactando a gestão financeira do Estado.

Uma comissão do STF revelou que o Judiciário e o Ministério Público gastam cerca de R$ 17 bilhões em penduricalhos que ultrapassam o teto constitucional, sugerindo a adoção de critérios da Receita Federal para definir verbas indenizatórias.

As decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam esses pagamentos, serão votadas pelo plenário, e os poderes terão 60 dias para revisar e suspender os pagamentos que não estão previstos em lei.

Resumo gerado por IA

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

O caso começou a ser analisado no mês passado, mas foi suspenso para aguardar o resultado dos trabalhos de uma comissão criada pelo Supremo para avaliar a possibilidade de adoção de regras de transição para as verbas extrateto.

Na sessão de hoje, será iniciada a votação que vai decidir se as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos, serão mantidas pelo plenário. 

No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender o  pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.

Em seguida, Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

Comissão - A comissão criada para analisar os pagamentos dos penduricalhos encerrou os trabalhos nesta semana. De acordo com nota elaborada pelos técnicos que fazem o diagnóstico, o Judiciário e o Ministério Público pagam cerca de R$ 17 bilhões em penduricalhos acima do teto constitucional.

O relatório também recomendou o uso dos critérios utilizados pela Receita Federal para definir os pagamentos que podem ser considerados como verbas indenizatórias. Esse tipo de pagamento é responsável pelo descumprimento do teto. 

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