STF suspende julgamento sobre mandato-tampão para governo do Rio

Publicado em 09/04/2026, às 15h40
STF suspende julgamento sobre mandato-tampão para governo do Rio - TV justiça / Youtube
STF suspende julgamento sobre mandato-tampão para governo do Rio - TV justiça / Youtube

Por Agência Brasil

O ministro Flávio Dino pediu vista do processo que decidirá se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas, suspendendo o julgamento e mantendo Ricardo Couto de Castro como governador interino.

O julgamento, que começou empatado em 1 a 1, teve o relator Cristiano Zanin a favor das eleições diretas, argumentando que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro foi uma tentativa de evitar a convocação de eleições populares.

Luiz Fux votou pela escolha indireta do governador, e o Supremo analisa a ação do diretório estadual do PSD que defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado.

Resumo gerado por IA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas.

O julgamento do caso foi retomado na sessão desta tarde, mas Dino disse que votará depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade.

Com a suspensão do julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, continuará exercendo interinamente o cargo de governador do estado.

O julgamento começou nesta quarta-feira (8) e estava empatado em 1 a 1.

O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou a favor de eleições diretas, ou seja, com o eleitor votando na urna eletrônica.

No entendimento do ministro, a renúncia do ex-governador Cláudio Castro para disputar uma vaga do Senado, ocorrida no dia anterior ao julgamento que o condenou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi "tentativa de burla" para evitar a convocação de eleições populares.

Em seguida, Luiz Fux votou pela votação indireta; por meio da deliberação dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Supremo julga uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende eleições diretas para o comando interino do estado.

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