Suspeito de matar mulher no Bosque das Arapiracas já teria importunado outras vítimas

Publicado em 07/01/2026, às 14h23
Suspeito de matar mulher no Bosque das Arapiracas foi preso no trabalho e já teria importunado outras vítimas - Reprodução / PC-AL
Suspeito de matar mulher no Bosque das Arapiracas foi preso no trabalho e já teria importunado outras vítimas - Reprodução / PC-AL

Por TNH1 com TV Pajuçara

Um homem foi preso por assassinar Cícera Laura da Silva, de 47 anos, no Bosque das Arapiracas, em Alagoas, e confessou o crime após ser detido no trabalho, onde foram encontradas evidências que ligam o suspeito ao ato violento.

Cícera desapareceu enquanto caminhava na manhã de domingo, 4, e seu corpo foi encontrado por bombeiros dois dias depois; o suspeito já tinha um histórico de importunação sexual, com outras vítimas se apresentando à polícia.

As autoridades estão investigando o caso para determinar a extensão do histórico criminal do suspeito, que usava simulacros de armas para intimidar suas vítimas, e a polícia busca mais informações sobre possíveis outras vítimas do criminoso.

Resumo gerado por IA

O suspeito de assassinar Cícera Laura da Silva, de 47 anos, no Bosque das Arapiracas, na cidade do Agreste alagoano, foi preso no trabalho por agentes da Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira, 7, em um local próximo de onde ocorreu o crime. Segundo o delegado Flávio Dutra, coordenador da Delegacia de Homicídios do Interior, o homem confessou ter sido o autor do crime.

"Sabemos que ele foi preso ainda no trabalho. Ao ser questionado, ele confessou o crime, levou os agentes policiais até sua residência, onde foram encontradas as roupas usadas no momento em que ele abordou a Cícera, bem como alguns simulacros e algumas armas brancas que ele utilizava para intimidar as vítimas", disse em entrevista ao Fique Alerta, da TV Pajuçara.

"Ele trabalhava com confecção de placas. Acredito que sejam placas automotivas ou de sinalização. Ele residia próximo ao local do crime e trabalhava também próximo do local do crime", complementou o delegado.

Cícera foi abordada pelo criminoso por volta das 05h da manhã do último domingo, 4, quando saiu de casa para caminhar nos arredores do Bosque das Arapiracas. Uma câmera de segurança registrou o momento em que ele ataca a vítima. De acordo com o delegado, a polícia está levantando o histórico para saber quantas vítimas podem ter sido abordadas pelo criminoso.

"Outras duas vítimas de importunação sexual foram dar queixa dele. Isso quer dizer que ele já tem histórico de agressão sexual. Os delegados que estão à frente do caso vão dar maiores explicações posteriormente. Ele não resistiu à prisão e confessou. Tanto que nos levou até a residência em que ele mora e os objetos foram encontrados em sua casa".

Na residência do homem, os agentes encontraram simulacros de armas de fogo. "Não são armas reais. Possivelmente ele as utilizava para ameaçar as vítimas, mas como ele talvez não teria acesso às armas reais, ele usava os simulacros", comentou Dutra.


O caso

Cícera Laura da Silva, de 47 anos, era natural de Coité do Nóia e desapareceu na manhã do domingo, 4. Ela saiu de casa para caminhar por volta das 04h30 da manhã e foi abordada pelo criminoso cerca de 30 minutos depois, já com o dia claro, nos arredores do Bosque das Arapiracas. Essa foi a última vez que a mulher foi vista com vida.

Região de mata onde corpo de Cícera foi encontrado por bombeiros no Bosque das Arapiracas (Foto: Reprodução / Redes sociais)

A família de Cícera se mobilizou por buscas nas redes sociais e, na tarde dessa terça-feira, 6, o corpo dela foi encontrado por militares do Corpo de Bombeiros em uma área de mata, no bosque. Tanto a Polícia Militar quanto o Corpo de Bombeiros confirmaram que o corpo não apresentava as vestes inferiores.

O suspeito de praticar o crime foi preso na manhã dessa quarta-feira, 7, e confessou o crime, segundo a polícia, mas ainda sem detalhes sobre motivação do assassinato. O delegado foi questionado se trata-se de um maníaco.

"É um caso a ser estudado, porque por enquanto só apareceram duas pessoas (com queixas por importunação), possa ser que apareçam mais pessoas. Essa questão da reincidência pode ser trabalhada pela perícia, pela psicologia forense, para chegar a esse termo de maníaco. Mas, por ora, a gente não poderia considerá-lo como".

Momento em que Cícera foi atacada pelo criminoso (Foto: Reprodução)

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