Dois suspeitos de pistolagem contra o produtor de abacaxis José Geraldo Oliveira Fonseca foram mortos em confronto com a polícia em Alagoas, durante uma operação para cumprir mandados relacionados ao homicídio ocorrido em setembro de 2024 em Miranorte, Tocantins.
As investigações revelaram que os suspeitos, considerados de alta periculosidade, foram contratados por um fazendeiro rival de José Geraldo, que tinha um histórico de desavenças com a vítima e atuava no mesmo ramo de produção.
Além dos confrontos, a operação resultou na prisão de quatro pessoas ligadas ao crime, incluindo o mandante do assassinato, que foi detido em Miranorte, e outros três intermediários, um dos quais foi capturado no Rio de Janeiro.
Dois suspeitos do crime de pistolagem contra o produtor de abacaxis José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, no estado do Tocantins, morreram em confronto a tiros com a polícia alagoana nesta terça-feira (10). Os tiroteios foram registrados em dois locais diferentes, sendo um em Maceió e outro em Campo Alegre.
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De acordo com a Polícia Civil, a operação integrada entre as polícias de Alagoas e do Tocantins foi deflagrada no início desta manhã e o objetivo foi cumprir as ordens judiciais contra envolvidos no homicídio de José Geraldo, em 7 de setembro de 2024, na cidade de Miranorte, no estado do Norte do país.
As investigações apontaram que dois alagoanos foram contratados como pistoleiros para a execução do produtor de abacaxis. A localização deles em Alagoas foi possível após levantamentos realizados pela equipe da Diretoria de Inteligência Policial.
"Durante o cumprimento das ordens judiciais, sendo um mandado no bairro do Bom Parto, em Maceió, e outro no município de Campo Alegre, houve troca de tiros entre os criminosos e equipes da Polícia Civil, formadas por agentes da CORE e da DRACCO", informou a polícia.
Os suspeitos atingidos durante o confronto foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Eles também eram considerados criminosos de alta periculosidade, com envolvimento em roubos a bancos e ameaças a autoridades públicas.
A operação
A ação em Alagoas foi realizada pela DRACCO, coordenada pelo delegado Igor Diego, e pela DINPOL, coordenada pelo delegado Thales Araújo, em parceria com a Delegacia de Miranorte.
Além das ações realizadas em Alagoas, a operação também resultou na prisão de outras quatro pessoas ligadas ao crime, sendo três na cidade de Miranorte (sendo uma delas do mandante) e uma no estado do Rio de Janeiro.
O homicídio
O assassinato de José Geraldo foi encomendado por um fazendeiro rival, que atuava no mesmo ramo de produção de abacaxis e era concorrente direto da vítima. Esse mandante contratou os dois alagoanos como pistoleiros. No dia do homicídio, os executores entraram armados em uma pizzaria em Miranorte e dispararam contra a vítima, que morreu no local.
O delegado Heliomar dos Santos e Silva, da Polícia Civil do Tocantins, ainda informou que José Geraldo era ex-funcionário do fazendeiro e havia um histórico de desavenças entre eles.
O mandante do crime foi preso em Miranorte e outros três homens foram capturados por intermediar a negociação dele com os pistoleiros de Alagoas. Dois foram detidos na mesma cidade de Tocantins e um no Rio de Janeiro.
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