Tipos de banana: conheça 5 variedades e como usá-las em receitas doces e salgadas

Entenda as diferenças de sabor e textura para acertar no preparo de diversos pratos

Publicado em 18/02/2026, às 16h30
Os diferentes tipos de banana permitem utilizar a fruta em diversas receitas (Imagem: vipvn | Shutterstock)
Os diferentes tipos de banana permitem utilizar a fruta em diversas receitas (Imagem: vipvn | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Presentes em feiras, supermercados e receitas afetivas, os diferentes tipos de banana têm características próprias que influenciam textura, doçura e rendimento gastronômico. Nesse cenário, entender essas distinções contribui para decisões mais conscientes na cozinha e favorece combinações que realçam ingredientes doces ou salgados, além de otimizar técnicas como grelhar, assar ou caramelizar.

A seguir, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, rede de restaurantes, explica os principais tipos de banana encontrados no mercado e como utilizá-los de forma estratégica na culinária, valorizando tanto preparações tradicionais quanto releituras contemporâneas. Confira!

1. Banana-prata

Diversas bananas maduras agrupadas, com casca amarela intensa e marcas naturais de amadurecimento
Com menor teor de açúcar e boa resistência ao calor, a banana-prata é versátil tanto para lanches quanto para bolos e tortas (Imagem: Luis Echeverri Urrea | Shutterstock)

Uma das mais consumidas no Brasil, apresenta sabor suave, polpa firme e menor teor de açúcar em comparação a outras variedades. É ideal para consumo in natura e para receitas que passam por cocção, como bolos, tortas e bananas grelhadas, já que mantém bem sua estrutura mesmo quando aquecida.

2. Banana-nanica

Cesto com várias bananas maduras e uma delas parcialmente descascada sobre mesa de madeira
Por amadurecer rapidamente e ter polpa mais úmida, a banana-nanica é ideal para bolos e purês (Imagem: itaci | Shutterstock)

Com textura mais macia e sabor naturalmente adocicado, é amplamente utilizada em sobremesas, vitaminas, panquecas e doces típicos. Por amadurecer rapidamente, é uma excelente opção para preparações que exigem cremosidade, como bolos úmidos e purês.

3. Banana-maçã

Cacho de bananas maduras apoiado sobre superfície azul, com casca amarela e pequenas manchas escuras
Menor e mais aromática, a banana-maçã combina bem com especiarias e saladas de frutas (Imagem: Adilson Sochodolak | Shutterstock)

De tamanho menor e aroma marcante, possui sabor levemente ácido que lembra o da maçã, o que garante frescor às receitas. É indicada para consumo in natura, saladas de frutas e sobremesas mais leves, além de combinações com especiarias como canela e cravo.

4. Banana-da-terra

penca de banana-da-terra com casca amarela sobre fundo cinza
A banana-da-terra é amplamente utilizada em preparações salgadas, como chips crocantes e acompanhamentos (Imagem: gustavomellossa | Shutterstock)

Bastante utilizada na culinária brasileira, especialmente em pratos salgados, apresenta polpa firme, além de ser menos doce quando ainda está verde. Pode ser frita, assada ou grelhada, sendo ingrediente de receitas tradicionais como a banana à milanesa, escondidinhos e acompanhamentos para carnes. São utilizadas para a produção de chips de bananas, que ficam mais firmes, crocantes e levemente salgados.

5. Banana-ouro

Cachos de bananas amarelas com pintas marrons distribuídas ao redor do talo central
De aroma acentuado e sabor concentrado, a banana-ouro é ideal para compotas e caramelizações (Imagem: Silvia Yulita Ratih | Shutterstock)

Menor em tamanho e com sabor intenso e adocicado, se trata de uma variedade bastante aromática. É indicada para consumo in natura, além de compotas, caramelizações e sobremesas que pedem um toque mais marcante de doçura.

“A banana é um ingrediente extremamente democrático, com ampla aplicação na gastronomia, justamente por apresentar variedades com perfis distintos de sabor, textura e teor de açúcar. Ao compreender essas diferenças, é possível direcionar melhor o uso da fruta em receitas doces ou salgadas, respeitando suas características naturais e alcançando preparações mais equilibradas, com melhor desempenho culinário e maior valorização dos ingredientes”, finaliza Cláudia Mulero.

Por Letícia Fernandes

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