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Toffoli deixa caso Master após revelação de negócios com Vorcaro; André Mendonça assume

Em 13 de Fevereiro de 2026 às 07:06

Por Julia Chaib/Folhapress

O ministro André Mendonça foi designado como o novo relator do caso Master no STF, substituindo Dias Toffoli, cuja saída ocorreu após decisões polêmicas que levantaram suspeitas sobre sua imparcialidade.

Toffoli enfrentou críticas por impor sigilo severo sobre provas e por suas ligações com indivíduos envolvidos no caso, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que gerou preocupações sobre a integridade da investigação.

A mudança na relatoria garante a continuidade da investigação, evitando que decisões anteriores sejam anuladas, o que poderia comprometer a validade dos depoimentos e mandados de busca já realizados.

Resumo gerado por IA

O ministro André Mendonça do STF (Supremo Tribunal Federal) foi designado o novo relator do caso Master na corte.

A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida em reunião com todos os magistrados nesta quinta-feira (12), em que ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso.

Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

Mendonça também é responsável por outro inquérito de grande repercussão e com impactos políticos diretos sobre o mundo político: a investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

A Folha de S.Paulo mostrou, por exemplo, que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes.

Nesta quinta, o magistrado confirmou ser sócio de firma que foi dona de resort no Paraná e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.

A saída de Toffoli do caso impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.

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