Tomate, cebola e leite estão entre os 'vilões' da alta da inflação no Brasil

Publicado em 10/04/2026, às 14h27
Jonathan Lins
Jonathan Lins

Por Terra

Os preços de itens essenciais da cesta básica, como tomate, cebola e leite, contribuíram significativamente para a alta da inflação em março, que atingiu 0,88%, o maior índice desde fevereiro de 2025, superando as expectativas do mercado.

O grupo de alimentação teve um aumento de 1,56%, com destaque para o leite longa vida e a cebola, que subiram 11,74% e 17,25%, respectivamente, enquanto os transportes também impactaram, com alta de 1,64% devido ao aumento nos combustíveis.

O gerente do IPCA no IBGE alertou que a guerra no Oriente Médio pode afetar a distribuição de combustíveis, resultando em preços mais altos e menor oferta, enquanto a inflação acumulada em 12 meses subiu para 4,14% até março.

Resumo gerado por IA

Os produtos que fazem parte da cesta básica e apresentam uma grande relevância no consumo das famílias, como tomate, cebola e leite, ficaram mais caros e foram os grandes ‘vilões’ da alta da inflação no mês março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em março alta de 0,88%. O resultado mensal, ⁠mais alto desde fevereiro de 2025, veio acima de todas as estimativas do mercado, reforçando a percepção de que a inflação voltou a ganhar tração, especialmente em itens sensíveis como alimentos.

Em março, o grupo alimentação subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p. no índice do mês. Entre os itens, os que tiveram altas relevantes foram o leite longa vida (11,74%), a batata-doce (13,41%), o feijão carioca (15,40%), a cebola (17,25%), o tomate (20,31%), a abobrinha (23,56%) e a cenoura (28,08%). 

Os demais vilões do orçamento das famílias no mês foram do grupo de Transportes, com alta de 1,64%, impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A gasolina subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 p.p.). Também se destacou o óleo diesel, que teve alta de 13,90%.

Segundo o gerente do IPCA no IBGE, Fernando ‌Gonçalves, se descartado o resultado dos combustíveis o IPCA seria de 0,68%. Sem gasolina ‌o índice ficaria em 0,64%. 

"À medida que a guerra [no Oriente Médio] afeta a distribuição global de combustíveis é possível que isso impacte o IPCA com menor oferta e preço maior [nos próximos meses]", completou Gonçalves.

A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 1,92%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,14% até março, ante taxa de 3,81% até fevereiro.

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