O rapper Oruam é considerado foragido após o STJ revogar sua liminar de liberdade, resultando em um mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça do Rio de Janeiro devido ao descumprimento de medidas cautelares, especialmente relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
Desde o início do monitoramento, Oruam acumulou 66 violações, sendo 21 graves, principalmente por falta de carregamento da bateria do dispositivo, o que levou à decisão judicial de restabelecer sua prisão preventiva.
A defesa do artista argumenta que as falhas no monitoramento foram causadas por problemas técnicos, enquanto a Polícia Civil continua as buscas por Oruam, que permanece não localizado até o momento.
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido da Justiça após a expedição de mandado de prisão preventiva pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A medida foi determinada depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogou a liminar que o mantinha em liberdade.
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A decisão do STJ foi proferida, nesta segunda-feira (2), pelo ministro Joel Ilan Paciornik. Ao analisar o caso, o magistrado apontou descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas ao cantor, especialmente em relação ao uso da tornozeleira eletrônica.
Agentes da Polícia Civil fazem buscas em endereços ligados ao Oruam, mas até o momento, ele não foi localizado.
Segundo informações da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), Oruam utiliza o equipamento desde 30 de setembro. A partir de 1º de novembro, passaram a ser registradas sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves somente em 2026. A maioria dos registros está relacionada à ausência de carregamento da bateria.
A Seap informou que o cantor compareceu à Central de Monitoração Eletrônica no dia 9 de dezembro, quando foi realizada a substituição do equipamento. A tornozeleira retirada foi encaminhada à perícia técnica, que constatou dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto.
Ainda de acordo com a secretaria, as violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com envio de relatórios mensais à Terceira Vara Criminal. Após a troca, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro permanece descarregado, o que compromete o acompanhamento da medida judicial.
Na decisão que revogou o habeas corpus, o ministro Joel Ilan Paciornik destacou que o histórico de descumprimentos compromete a efetividade das medidas cautelares e justifica o restabelecimento da prisão preventiva. Com isso, a juíza Tulla Correa de Mello decretou a prisão e determinou a expedição imediata do mandado, com o mesmo prazo de validade do anteriormente revogado.
A defesa do artista sustenta que as falhas no monitoramento decorreram de problemas técnicos e não houve intenção de descumprir as determinações judiciais.
O processo criminal teve origem em fatos ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Conforme denúncia do Ministério Público, o cantor e outras pessoas são acusados de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam mandado de busca e apreensão na residência. Os agentes relataram ter sido alvo de pedras arremessadas do andar superior do imóvel.
Com a nova decisão, a ordem de prisão preventiva segue em vigor até o cumprimento do mandado. A CNN Brasil entrou novamente em contato com a defesa do cantor, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.