Trabalho dos sonhos? Aos 30 anos, mulher ganha R$ 60 mil e tem 250 dias de folga

Publicado em 27/01/2026, às 09h21
Reprodução/Instagram
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Por UOL

Amalie Lundstad, uma norueguesa de 30 anos, trabalha em uma plataforma de petróleo no Mar do Norte, onde ganha até R$ 720 mil por ano, mas enfrenta riscos significativos associados à sua profissão. Sua rotina inclui duas semanas de trabalho seguidas por quatro semanas de folga, com deslocamentos de helicóptero para o local de trabalho.

Com formação em química industrial, Amalie realiza operações e monitoramento na plataforma, onde a segurança é uma prioridade devido aos perigos inerentes ao setor, que registrou 409 mortes em plataformas de petróleo e gás nos EUA entre 2014 e 2019. Apesar dos riscos, ela aprecia a diversidade no ambiente de trabalho e a camaradagem com os colegas.

Fora do trabalho, Amalie se dedica a viagens, reforma de seu apartamento e à produção de um podcast, além de gerenciar uma conta no Instagram com 110 mil seguidores. Embora recomende a carreira para jovens que buscam aventura, ela alerta que o trabalho pode não ser adequado para todos, especialmente devido à distância de familiares em datas comemorativas.

Resumo gerado por IA

Ela voa de helicóptero para o trabalho, tem 250 dias de folga anuais e ganha até R$ 720 mil por ano. A norueguesa Amalie Lundstad, 30, encontrou seu emprego dos sonhos em uma plataforma de petróleo, que só não é tão perfeito assim devido aos grandes riscos envolvidos. As informações são do jornal sueco Expressen.

Amalie trabalha há quatro anos na plataforma, que fica localizada no Mar do Norte. Ela atua na operação e monitoramento de sistemas dos processos produtivos da plataforma.

Ela trabalha duas semanas direto, e depois folga quatro. Quando chega a sua vez no trabalho, ela pega um voo de sua casa em Oslo até Bergen, segunda maior cidade da Noruega, e, depois de fazer uma declaração de saúde, vai de helicóptero até a plataforma.
Amalie ganha, por ano, cerca de 1,3 milhão de coroas norueguesas, o equivalente a quase R$ 720 mil (na cotação atual). Por mês, o salário pode chegar a até R$ 60 mil.

Como técnica de processos, ela é formada em química industrial. O seu dia começa com uma reunião com o turno oposto, rondas pela instalação e preparações para os trabalhos que serão feitos durante o dia.

"Então fico ou duas semanas no turno do dia ou duas semanas no turno da noite, e os turnos alternam a cada vez. Nenhum dia é igual ao outro. Começo todos os dias às 6h15, quando trabalho de manhã, ou 18h15, quando é à noite".

A hora do descanso na plataforma costuma ser divertida. "Há bastante coisa para fazer quando não se está trabalhando. Temos academia, sala de TV, simulador de golfe, sala de jogos. Recentemente ganhamos um simulador de caça, e dá para pescar. Mas muitas vezes ficamos bem cansados depois de um turno", disse.

Amalie é uma das poucas mulheres na plataforma, algo a que já se acostumou. "É uma boa mistura de pessoas de diferentes países e idades, embora a maioria seja de homens. Eu gosto de trabalhar com homens porque costuma ser simples e sem complicações. Mas acho importante ter variação para um melhor ambiente de trabalho."

"Pode ser muito perigoso"

Trabalhar em uma plataforma de petróleo envolve grandes riscos, e mortes não são incomuns pelo mundo. Entre 2014 e 2019, por exemplo, 409 trabalhadores morreram em plataformas de petróleo e gás americanas, segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças).

"A segurança é nossa maior prioridade. Diferentemente de muitos outros empregos, ou do que se faz em casa, tudo o que fazemos aqui é estritamente controlado. Nós sempre trabalhamos em duplas, onde um verifica se o trabalho do outro foi realizado corretamente. Pode ser perigoso, já que se trata de enorme quantidade de energia nos tubos [que transportam petróleo]".

Amalie, que antes trabalhou como bombeira, é uma das responsáveis por ajudar em caso de necessidade de resgate. Todos no local são treinados em primeiros socorros, mas, ainda assim, sempre há uma enfermeira a bordo.

E fora da plataforma?

Quando Amalie está em casa, ela tenta gastar o tempo viajando. "Eu tento viajar bastante. Ultimamente, eu e meu namorado reformamos nosso apartamento e estamos trabalhando no nosso motorhome. Também tenho um podcast que administro como hobby, mas que também toma tempo", conta.

Além disso, Amalie administra uma conta no Instagram, em que tem quase 110 mil seguidores. Lá, ela conta sobre a vida em geral, dá dicas de viagens e treinos e mostra fotos da plataforma. "Muitos jovens me escrevem perguntando como conseguir um emprego assim. É legal que as pessoas queiram saber mais sobre isso", acrescenta.

Mas será que ela recomendaria o seu trabalho para os jovens? "Com certeza, mas acho importante escolher o emprego pela razão certa —não só porque parece bom nas redes sociais. O trabalho não é para todo mundo, porque você fica longe da família em feriados, aniversários e outras ocasiões importantes", complementa.

"O trabalho não é para todo mundo, mas, para quem gosta de viajar e quer uma carreira emocionante, é um emprego fantástico".

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