Economia

Trabalho informal gera queda no número de desempregados

Há 12,2 milhões de pessoas sem emprego e 11,6 milhões que trabalham, mas não têm carteira assinada

Folhapress | 31/12/18 - 13h45 - Atualizado em 31/12/18 - 11h54
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O mercado de trabalho fechou o trimestre encerrado em novembro com um paradoxo: ao mesmo tempo em que o número de desempregados recua a conta-gotas e ainda é alto -12,2 milhões, a população ocupada atinge o maior nível da série histórica: 93,1 milhões. Os números, que parecem ser incoerentes têm, no entanto, uma origem comum: as marcas de uma crise econômica que custa a ser superada. A mesma crise que fechou algo perto de 4 milhões de vagas com carteira de trabalho nos últimos quatro anos e fez a taxa de desemprego explodir, trouxe um contingente enorme de pessoas para o mercado de trabalho que antes não precisava trabalhar.

"É o membro da família indo para a informalidade porque o chefe de família perdeu o emprego", diz Cosmo Donato, economista da LCA Consultores. Donato se refere às pessoas que, levadas pela crise, aceitaram uma vaga mesmo sem carteira ou com um salário mais baixo. Todas elas estão incluídas na população ocupada -daí a explosão desse número. Apesar da melhora recente, a taxa de desemprego segue alta, em 11,6% no trimestre encerrado em novembro, com 12,2 milhões em busca de colocação.

Segundo a Pnad Contínua, pesquisa de emprego do IBGE, a taxa de desemprego caiu em novembro no país tanto na comparação com o trimestre imediatamente anterior, encerrado em agosto, quando esteve em 12,1%, quanto na comparação com um ano antes, quando era de 12%. Segundo o IBGE, um conjunto de fatores levaram a melhora da taxa. Historicamente o final do ano é momento das contratações de Natal. Neste trimestre, houve empregos nas eleições e na Black Friday