O ônibus de placa JJB3D75, envolvido no acidente que vitimou 16 pessoas, foi retirado do local nesta quarta-feira (4), em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas.
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O veículo retornava de Juazeiro do Norte (CE) com romeiros com destino a cidades do interior alagoano. O motorista teria perdido o controle da direção em um trecho conhecido como "Curva da Morte" e saiu da pista. Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus estava irregular e realizava transporte clandestino de passageiros.
Vídeos enviados à reportagem mostram o estado do ônibus após a retirada do local do acidente. Nas imagens, ainda é possível ver pertences pessoais das vítimas, como sandálias. Confira abaixo.
Tragédia em Alagoas: vídeos mostram estado de ônibus após retirada do local do acidente
— TNH1.com.br (@PortalTNH1) February 4, 2026
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As investigações já solicitaram a realização de perícia técnica. Os próximos passos incluem a oitiva dos sobreviventes, de passageiros que trafegavam em veículos logo atrás e do motorista, que permanece internado. Ele será ouvido assim que receber alta médica.
O inquérito policial deve ser concluído no prazo de até 30 dias e tem como objetivo esclarecer as causas do acidente e apurar eventuais responsabilidades.
Empresa diz que ônibus estava apto para circular
A empresa Preto Tuur se manifestou pela primeira vez sobre a tragédia com 16 mortes. Em vídeo gravado e divulgado nas próprias redes sociais, os advogados da empresa afirmam que o veículo estava com a manutenção em dia e apto para circular.
O advogado Francisco André destacou que a empresa já atua há um tempo no ramo de viagens interestaduais, com passageiros que saem de Alagoas, com destino ao estado do Ceará, bem como realizam o retorno deles.
"O ônibus estava apto para a viagem, seja na questão da manutenção, de pneus, e de freios... A quantidade no veículo estava de acordo com a quantidade de passageiros. E o motorista tinha a carteira de habilitação e estava apto", disse.
No entanto, a empresa não comentou sobre a nota divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no mesmo dia do grave acidente. O órgão nacional havia relatado que o ônibus não possui habilitação na agência, não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente, e além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado. Para a ANTT, o ônibus estava irregular e fazia transporte clandestino de passageiros.
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