A tragédia do Bateau Mouche IV, que afundou na Baía de Guanabara na virada de 1988 para 1989, resultou na morte da atriz Yara Amaral e mais 54 pessoas, destacando a falta de segurança na embarcação superlotada.
Com 150 passageiros a bordo, o acidente ocorreu devido ao excesso de pessoas, e Yara, famosa por suas atuações em novelas da Globo, estava acompanhada de sua mãe, que também faleceu no incidente.
Apesar da gravidade da situação, até agora, nenhum dos responsáveis foi preso, e apenas uma família recebeu indenização, evidenciando a impunidade em casos de tragédias dessa magnitude.
Uma tragédia inesquecível marcou a teledramaturgia e muitos brasileiros com a morte da atriz Yara Amaral e mais 54 pessoas.
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Há exatamente 36 anos, na virada do ano de 1988 para 1989, o Bateau Mouche IV afundou na Baía de Guanabara, logo nas primeiras horas após a festa de Réveillon.
A embarcação contava com 150 passageiros, e seguia em direção à praia de Copacabana. Às 23h50, afundou entre a Ilha de Cotunduba e o Morro da Urca. O motivo: excesso de passageiros. A atriz de 52 anos era uma das convidadas.
Yara Amaral ficou marcada por diversas novelas na Globo, como 'Dancin' Days', 'O Amor é Nosso', 'Sol de Verão', 'Guerra dos Sexos', 'Um Sonho a Mais', 'Cambalacho', 'Anos Dourados' e 'Fera Radical', sua última novela. Na tragédia, também morreu sua mãe, Elisa do Amaral.
Os atores Sérgio Mamberti e Yolanda Cardoso quase estiveram na embarcação. O artista recusou o convite porque tinha outro compromisso, já Yolanda não foi porque Yara se atrasou para ir buscá-la.
O que aconteceu com Yara Amaral no Bateau Mouche?
Na época, o então repórter Renato Machado e o cinegrafista Lúcio Rodrigues cobriram a tragédia. "Quando atravessemos em direção a Copacabana, a traineira onde estávamos jogava muito. Todo mundo passou mal, enjoou, inclusive nós", explicou Machado em depoimento ao projeto Memória Globo, destacando que decidiram voltar para o cais.
A repórter Sandra Moreyra fez cobertura do trabalho das equipes de resgate na manhã do dia seguinte. Na época, ela estava grávida do seu filho mais novo, o que causou preocupação entre colegas de profissão e telespectadores.
"Nunca vi uma coisa assim, tinha vontade de chorar a cada minuto. Chegavam famílias inteiras afogadas, pai, mãe, filho. Eu fazia flashes ao vivo, até que chegou uma hora em que me ligaram e falaram: 'pode ir embora'", contou a jornalista ao Memória Globo.
Até o momento, nenhum dos envolvidos está preso. Somente uma família recebeu indenização.
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