O transporte clandestino nas rodovias brasileiras tem se tornado um grave problema, especialmente durante períodos de alta demanda como o Carnaval, resultando em acidentes fatais e impactos sociais e econômicos significativos.
Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, em 2025, ocorreram 72.483 acidentes nas rodovias federais, com 6.044 mortes, destacando a letalidade do transporte irregular, que opera sem as devidas fiscalizações e segurança.
A diretora-geral da Abrati enfatiza a necessidade de ações rigorosas das autoridades para combater o transporte clandestino e conscientizar a população sobre os riscos, já que muitos passageiros optam por essas opções sem entender as consequências.
O transporte clandestino nas rodovias brasileiras tem se consolidado como um dos principais vetores de risco no trânsito nacional, com acidentes graves, alta letalidade e impacto social e econômicos significativos — especialmente em períodos de grande fluxo, como o Carnaval.
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De acordo com dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Carnaval 2026, considerado o mais letal da última década, foram registradas ocorrências expressivas nas rodovias federais, apesar de 4,6 milhões de veículos fiscalizados, 5,4 milhões de pessoas abordadas e 3,5 milhões de testes de alcoolemia realizados.
No período de janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, são vários casos de acidentes com ônibus irregulares que resultaram em dezenas de mortos e centenas de feridos — incluindo episódios com mais de 15 vítimas fatais em um único sinistro.
“Não podemos normalizar que a sensibilidade do passageiro a preço valha o imenso risco que essas práticas sem qualquer fiscalização levam para as rodovias brasileiras. O transporte clandestino coloca vidas em risco de quem sequer optou por essa modalidade de serviço e fragiliza todo o sistema regular de transportes de passageiros” afirma Letícia Pineschi, diretora-geral da Abrati.
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No acumulado de 2025, foram registrados 72.483 sinistros, com 6.044 mortes e 83.483 feridos nas rodovias federais.
“O transporte clandestino não é apenas uma irregularidade administrativa, é um fator concreto de risco nas estradas brasileiras. No Carnaval, vimos como a combinação de alta demanda e operação irregular pode resultar em tragédias. Enquanto empresas autorizadas operam com alto investimento em tecnologia embarcada para segurança da operação, controle de jornada, monitoramento em tempo real e câmeras de fadiga, o modelo clandestino elimina quaisquer desses pilares para reduzir custos”, completou.
Acidentes graves e padrão recorrente
Há uma enorme dificuldade de se identificar e classificar um acidente com transporte irregular, pois os registros não investigam se os condutores de veículos de passeio eram ou não remunerados pela atividade no momento do acidente ou se aquele ônibus ou van tinha autorização para o transporte regular ou turístico. E mesmo existindo a autorização para turismo ou fretamento, se ele estava realizando serviços com essas características ou se linha irregular.
Fato é que entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, levantamento com base em registros públicos identificou mais de 10 grandes acidentes com transporte comprovadamente irregulares, que resultaram em mais de 100 mortos e centenas de feridos.
“A oferta livre e pública de caronas remuneradas e ônibus pirata, seja através do aliciamento online ou no entorno das rodoviárias, envolve o cidadão sensível a preço que não tem clareza dos riscos envolvidos. É fundamental que haja uma atuação firme das autoridades na oferta, além da conscientização da população”, disse a diretora.
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