Pesquisadores da Universidade City St George's, na Inglaterra, afirmaram que o uso de Tylenol durante a gestação não está associado a um aumento no risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual em crianças, conforme publicado na revista 'The Lancet'. A conclusão foi baseada na análise de 43 estudos de alta qualidade envolvendo mais de 1 milhão de crianças.
A pesquisa focou em dados de 262.852 crianças para autismo, 335.255 para TDAH e 406.681 para deficiência intelectual, priorizando estudos que compararam irmãos nascidos da mesma mãe, onde apenas um foi exposto ao medicamento. A análise foi rigorosa, utilizando a ferramenta QUIPS para avaliar o risco de viés nos estudos.
Os pesquisadores esperam que os resultados ajudem a esclarecer as preocupações sobre o uso de paracetamol na gravidez, destacando que evitar o tratamento para dor ou febre intensa pode ser prejudicial tanto para a mãe quanto para o bebê. Eles reforçam que o uso do medicamento, quando feito sob orientação médica, é seguro.
Pesquisadores da Universidade City St George's, na Inglaterra, concluíram que o uso de Tylenol durante a gestação não aumenta o risco de autismo, TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) ou deficiência intelectual em crianças. A conclusão foi publicada na última sexta-feira (16/1) na revista "The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women's Health", após análise de 43 estudos de alta qualidade.
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A investigação examinou dados de 262.852 crianças avaliadas para autismo, 335.255 para TDAH e 406.681 para deficiência intelectual. Os cientistas priorizaram estudos que comparavam irmãos nascidos da mesma mãe, onde apenas um foi exposto ao medicamento durante a gestação..
De acordo com os pesquisadores, cada estudo foi analisado utilizando a ferramenta QUIPS (Quality In Prognosis Studies), que avalia múltiplos aspectos do desenho do estudo para estimar o risco de viés. A ausência de qualquer associação entre o uso de paracetamol na gravidez e autismo, TDAH ou deficiência intelectual permaneceu consistente mesmo quando os pesquisadores limitaram sua análise a estudos classificados como de baixo risco de viés (e, portanto, de maior qualidade). Os mesmos resultados foram observados em estudos que acompanharam crianças por mais de cinco anos.
A pesquisa foi motivada por preocupações públicas surgidas em setembro do ano passado, quando surgiram alegações de que a exposição pré-natal ao Tylenol poderia interferir no desenvolvimento cerebral infantil.
De acordo com os pesquisadores, cada estudo foi analisado utilizando a ferramenta QUIPS (Quality In Prognosis Studies), que avalia múltiplos aspectos do desenho do estudo para estimar o risco de viés. A ausência de qualquer associação entre o uso de paracetamol na gravidez e autismo, TDAH ou deficiência intelectual permaneceu consistente mesmo quando os pesquisadores limitaram sua análise a estudos classificados como de baixo risco de viés (e, portanto, de maior qualidade). Os mesmos resultados foram observados em estudos que acompanharam crianças por mais de cinco anos.
A pesquisa foi motivada por preocupações públicas surgidas em setembro do ano passado, quando surgiram alegações de que a exposição pré-natal ao Tylenol poderia interferir no desenvolvimento cerebral infantil.
Os pesquisadores esperam que o estudo ajude a dissipar as dúvidas sobre o uso de paracetamol durante a gravidez. Além disso, eles também destacam que evitar o tratamento para dor ou febre intensa pode acarretar riscos conhecidos tanto para a mãe quanto para o bebê, principalmente quando a febre materna não é tratada. Por fim, eles pontuam que as evidências apoiam o uso do paracetamol como uma opção segura quando tomado conforme as instruções médicas.
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