Saúde

Vacinação em crianças: veja quais reações justificam consulta médica

Metrópoles | 12/01/22 - 10h25 - Atualizado em 12/01/22 - 10h30

A vacinação contra a Covid-19 de crianças com idade entre 5 a 11 anos está prevista para começar dentro dos próximos dias no Brasil. A expectativa é que o primeiro lote com as doses de uso pediátrico da Pfizer/BioNTech chegue ao país nesta quinta-feira (13/1).

A imunização de crianças é uma tradição no país, reconhecido internacionalmente pela qualidade das campanhas de vacinação. Ainda assim, por se tratar de uma doença relativamente nova, é natural que alguns pais tenham dúvidas sobre quais reações adversas esperar e como proceder nas horas seguintes à injeção.

A infectologista Ana Helena Germoglio explica que, assim como ocorre em qualquer vacina, a da Covid-19 também pode causar reações adversas leves em crianças, como dor no local da aplicação e no corpo, além de um pouco de febre – todas previstas em bula. É esperado que elas passem espontaneamente, entre 24h e 48h após a injeção.

A médica alerta que, no caso da criança ter febre persistente, ficar muito molinha, excessivamente sonolenta ou não querer se alimentar e se hidratar, o ideal é procurar atendimento em um pronto-socorro.

“A maior parte das crianças não apresentam eventos adversos graves. Isso é o mais importante. Normalmente, dentro de 24h a 48h, essas reações já desaparecem”, afirma a médica.

Autorização

A vacinação de crianças de 5 a 11 anos foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 16/12 e recebeu o sinal verde do Ministério da Saúde na última quarta-feira (5/1). Aproximadamente 30 países usam a vacina da Pfizer em crianças.

A princípio, está autorizada apenas a vacinação com duas doses do imunizante desenvolvido pela Pfizer/BioNTech especialmente para a faixa etária. A dose pediátrica tem o equivalente a um terço da aplicada em pessoas de 12 anos ou mais.