por Eberth Lins
Publicado em 06/02/2026, às 11h01
Luciana Klein Helfstein e seu filho Arthur morreram em uma piscina de uma pousada em Maragogi devido a choque elétrico causado por uma instalação irregular de luzes, conforme laudo do Instituto de Criminalística de Maceió.
A perícia revelou que um 'varal de luzes' estava em contato com a estrutura metálica da piscina, transmitindo uma carga elétrica de 220 volts, o que resultou na eletrocussão do menino e, em seguida, da mãe ao tentar socorrê-lo.
O laudo aponta negligência e imprudência na instalação elétrica, e a Polícia Civil agora possui as evidências necessárias para investigar as responsabilidades, enquanto a pousada não se manifestou sobre o caso.
O caso da turista paulistana Luciana Klein Helfstein, 39, e do filho dela, Arthur Klein Helfstein Alves, 11, que morreram em uma piscina de pousada em Maragogi, em janeiro, no Litoral Sul de Alagoas, ganhou novos detalhes com a conclusão do laudo do Instituto de Criminalística de Maceió, nesta sexta-feira (06).
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A perícia confirmou que as mortes foram causadas por choque elétrico, provocado por uma instalação irregular de luzes ao redor da piscina.
Segundo os peritos, um “varal de luzes” estava em contato com a estrutura metálica do guarda-corpo da piscina, transmitindo uma carga de cerca de 220 volts. O local, molhado e sem proteção adequada, se tornou extremamente perigoso. O menino teria tocado na estrutura primeiro, recebendo a descarga elétrica, e a mãe, ao tentar ajudá-lo, também foi eletrocutada. Ambos afundaram na água antes que alguém conseguisse socorrê-los.
“Verificamos que o conector tipo plugue macho, situado no flanco direito do conjunto, encontrava-se em contato direto com a estrutura metálica do guarda-corpo, promovendo a energização acidental de toda a referida estrutura. Medições técnicas realizadas no local confirmaram um potencial elétrico de aproximadamente 220 V (duzentos e vinte Volts) na superfície metálica”, explicou o perito Diozênio Monteiro, especialista em engenharia elétrica.
Veja imagens divulgadas pelo Instituto de Criminalística:
O laudo reforça que o acidente aconteceu por negligência, imprudência ou falta de cuidado com as normas de segurança, e não houve falha das vítimas. O Instituto de Medicina Legal já havia confirmado que a causa das mortes foi eletroplessão, descartando afogamento. Agora, a Polícia Civil tem em mãos todas as provas técnicas para apurar responsabilidades.
“Os frequentadores da área encontravam-se em uma condição insegura crítica. Na qualidade de pessoas inadvertidas, os usuários desconheciam o perigo oculto na estrutura metálica, configurando um cenário de risco derivado diretamente da negligência, imprudência ou imperícia dos responsáveis. A ausência de medidas de controle e a inobservância das normas técnicas transformaram a área em um ambiente de perigo”, traz o laudo.
O TNH1 fez contato com a pousada onde as mortes foram registradas, que não quis se pronunciar. O espaço segue aberto para uma eventual resposta.
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