Um estudante jamaicano desenvolveu uma maçaneta autodesinfetante que utiliza luz ultravioleta para eliminar até 99,9% dos germes, visando reduzir infecções em hospitais e prédios públicos. A invenção, chamada Xermosol, destaca-se por ser segura para humanos e animais, além de ser uma solução inovadora em um contexto de saúde pública.
Rayvon Stewart, que idealizou o projeto enquanto estudava na Universidade de Tecnologia da Jamaica, recebeu reconhecimento por sua criação, incluindo o Prêmio Nacional da Juventude do Primeiro-Ministro da Jamaica. A maçaneta é especialmente relevante em regiões tropicais, onde a proliferação de bactérias é acelerada pelo clima.
Stewart está trabalhando para levar o produto ao mercado, que já conta com proteção de patente provisória. Especialistas elogiam a invenção como um exemplo do potencial inovador na saúde proveniente de países em desenvolvimento, destacando a importância de soluções acessíveis e adaptáveis.
Mais uma prova de que jovens podem mudar o mundo. A maçaneta autodesinfetante para reduzir infecções em hospitais e prédios públicos, criada por um estudante universitário da Jamaica, impressionou o mundo. O equipamento usa luz ultravioleta para eliminar germes de forma automática.
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O sistema Xermosol foi desenvolvido pelo jovem Rayvon Stewart a partir da observação direta da rotina hospitalar e consegue matar até 99,9% dos patógenos. E o principal: é seguro para pessoas e animais.
O projeto chamou a atenção de pesquisadores e especialista porque une tecnologia simples, baixo custo e pode ser adaptado em locais onde bactérias se multiplicam com mais rapidez, como no clima tropical do Caribe e regiões quentes e pobres.
Jovem pobre e obstinado
Stewart, agora com 30 anos, tinha apenas 23 e era estudante da Universidade de Tecnologia da Jamaica quando idealizou o modelo pioneiro de maçaneta autodesinfetante ultravioleta. Desde então, ele tem trabalhado para levar o produto ao mercado, que conta com proteção de patente provisória sob o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes , tendo conquistado, no processo, o Prêmio Nacional da Juventude do Primeiro-Ministro da Jamaica e o Prêmio de Inovações em Saúde da Commonwealth .
Stewart cresceu em uma família humilde com sua avó, na comunidade agrícola rural de Mount Prospect. “Mesmo que os tempos fossem difíceis, nunca pensamos muito nisso. Sabíamos que tínhamos algo a fazer como família”, disse ele.
O engenheiro de software e seu primo foram os primeiros da família a ingressar na universidade. Lá, ele descobriu sua paixão por invenções e participou de uma competição com sua primeira ideia: um software de modelagem 3D que permitiria às pessoas experimentar roupas virtualmente antes de comprá-las online. Quando começou a trabalhar como voluntário em um hospital, sua paixão por inovação se transformou em uma busca por soluções para problemas reais.
Como funciona a maçaneta autodesinfetante
A Xermosol tem formato circular, lembrando um personagem de videogame. Parte da estrutura abriga os componentes tecnológicos sob uma capa cinza.
A área tocada pela mão fica exposta à luz ultravioleta. Um sensor identifica o uso e ativa o sistema automaticamente.
Em cerca de 30 segundos, a superfície passa pelo processo de desinfecção, sem necessidade de produtos químicos.
Solução pensada
Segundo especialistas, o clima quente e úmido do Caribe favorece a proliferação de bactérias. Por isso, o equipamento tem grande potencial para hospitais e espaços públicos.
A microbiologista Camille-Ann Thoms-Rodriguez, da Universidade das Índias Ocidentais, destacou o impacto da criação. Disse que a comunidade científica tem orgulho do estudante.
Ela reforçou que boas ideias não surgem apenas em países ricos e que a região também produz inovação em saúde.
Hoje, a invenção de Stewart é vista como símbolo do crescimento do talento científico e de engenharia no Caribe.
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