Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso em São Paulo e transferido para um presídio federal de segurança máxima em Brasília, após preocupações com sua integridade física e a sensibilidade da investigação em curso.
A defesa de Vorcaro expressou indignação com a divulgação de fotos do banqueiro na prisão, alegando que isso visa expor e humilhar seu cliente, e anunciou a intenção de solicitar a abertura de um inquérito sobre o vazamento de informações sigilosas.
A Polícia Federal justificou a transferência para garantir a segurança do preso e mitigar riscos institucionais, destacando que as penitenciárias federais oferecem um regime de controle mais rigoroso e condições adequadas para a custódia de indivíduos ligados a organizações criminosas.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece sem barba e com o cabelo raspado em fotos tiradas na prisão, em São Paulo.
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O que aconteceu
Os registros foram feitos no sistema prisional de São Paulo. O banqueiro foi preso na quarta-feira e levado inicialmente à Superintendência da PF no bairro da Lapa, na capital paulista. À tarde, foi para o CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, após passar por audiência de custódia. Na manhã de ontem, foi novamente transferido, desta vez para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo.
Defesa de Vorcaro manifestou "surpresa e indignação" com a divulgação das fotos. Em nota, os advogados afirmaram que vão pedir novamente a abertura de inquérito para apurar a divulgação de informações sigilosas. "Parece não haver limites para o vazamento de informações com objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente", afirmam.

Ele foi transferido hoje para um presídio federal de segurança máxima em Brasília. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou a mudança ontem, após um pedido da Polícia Federal.
PF alegou necessidade de garantir integridade física do preso. A corporação afirmou que a custódia em unidade prisional com regime de segurança diferenciado e monitoramento mais rigoroso também é necessária para "mitigar riscos institucionais associados à elevada sensibilidade da investigação".
Penitenciárias federais têm estrutura para garantir segurança e isolamento de líderes de organizações criminosas. Com regime mais rigoroso de controle de rotina, o sistema federal conta com poucas celas, onde cada preso fica isolado. Também conta com estrutura mais moderna para atendimento médico.
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