Sandálias, caixa de som e objetos pessoais estavam próximos aos restos mortais; IML aguarda familiares para iniciar protocolo oficial
A Polícia Científica de Alagoas revelou detalhes sobre uma ossada humana encontrada em um canavial em Coruripe, com a expectativa de que as informações ajudem na identificação da vítima e na localização de familiares no IML de Maceió.
Os restos mortais, descobertos por cortadores de cana, estavam completos, mas as vestimentas foram destruídas pela queima da cana, dificultando a identificação imediata do gênero da vítima; objetos como sandálias, uma caixa de som e um isqueiro foram encontrados ao lado da ossada.
Até o momento, nenhum familiar procurou o IML, mas a divulgação dos objetos pode incentivar parentes de desaparecidos a se apresentarem, permitindo a identificação por meio da arcada dentária ou exame de DNA, já que a necropapiloscopia não é viável devido ao estado da ossada.
A Polícia Científica de Alagoas divulgou, nesta quinta-feira (12), detalhes dos objetos encontrados ao lado de uma ossada humana localizada em um canavial no município de Coruripe, no Litoral Sul do estado. A expectativa é que as informações auxiliem na identificação da vítima e levem familiares até o Instituto Médico Legal (IML), em Maceió.
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Os restos mortais foram encontrados por cortadores de cana que trabalhavam na área. De acordo com a perita criminal Cristiane Melo, responsável pela ocorrência, o esqueleto estava completo. No entanto, a queima da cana antes do corte destruiu totalmente as vestimentas, o que impossibilitou, até o momento, a identificação imediata do gênero da vítima.
“Ao lado do cadáver, foram encontrados um par de sandálias Havaianas brancas, tamanho 43-44, e uma embalagem de biscoito parcialmente queimada. Próximo aos restos mortais, também localizamos uma caixa de som pequena e uma sacola plástica contendo um isqueiro azul e um pacote de fumo”, detalhou a perita do Instituto de Criminalística de Maceió.
Segundo o Departamento de Identificação Humana do IML, nenhum familiar procurou a unidade até agora. Com a divulgação das imagens e informações sobre os objetos, a Polícia Científica espera que parentes de pessoas desaparecidas compareçam ao instituto para iniciar o procedimento formal de identificação.
O departamento informou ainda que, devido ao estado da ossada, não foi possível realizar o exame de necropapiloscopia, que utiliza impressões digitais. Caso familiares se apresentem, a identificação poderá ser feita por meio da análise da arcada dentária e, se necessário, por exame de DNA.
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