Vidente apresenta falso advogado e idosa perde R$ 1 milhão em golpe

Publicado em 28/01/2026, às 12h25
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Por Folhapress

Um advogado expulso da OAB foi preso no Distrito Federal por suspeita de aplicar um golpe de quase R$ 1 milhão em uma idosa de 79 anos, a quem convenceu a investir em um terreno que não existia.

A mulher, que buscava ajuda espiritual após perder uma ação judicial, transferiu R$ 981 mil ao falso advogado ao longo de três anos, sem qualquer retorno financeiro ou comprovação da aquisição do imóvel.

O crime foi denunciado pelo irmão da vítima, que flagrou o suspeito tentando extorquir mais dinheiro. O homem nega as acusações, afirmando que apenas prestava ajuda à idosa, e a OAB ainda não se manifestou sobre sua expulsão.

Resumo gerado por IA

Um advogado expulso da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foi preso nesta terça-feira (27) no Distrito Federal suspeito de dar um golpe de quase R$ 1 milhão em uma mulher de 79 anos.


A vítima conheceu o homem há três anos quando procurava ajuda espiritual. Segundo a investigação, ela havia acabado de perder uma ação judicial e foi atrás de um vidente, já falecido, que atendia na rodoviária do Plano Piloto. A identidade da idosa não foi divulgada para preservá-la.


O vidente, então, apresentou o falso advogado a ela. Durante a aproximação, ele convenceu a idosa a investir em um terreno em Águas Lindas de Goiás, um imóvel que estaria sendo alvo de ação de usucapião e poderia beneficiá-la.


Sob o pretexto do investimento imobiliário, ele fez com que a mulher a transferisse R$ 981 mil ao longo dos três anos. Segundo a Polícia Civil, esses valores jamais resultaram em qualquer retorno financeiro ou comprovação de aquisição do imóvel.


O criminoso chegou a contratar um advogado legítimo para representá-lo no procedimento de usucapião. Em depoimento aos investigadores, no entanto, o profissional contou que recebeu apenas R$ 35 mil a título de honorários iniciais. "O que reforça a desproporcionalidade entre os valores entregues pela vítima e o efetivo custo do procedimento judicial", entendeu o delegado Wellington Barros Pereira.


Ainda não há informações sobre o destino do valor total. Não foi revelado, até o momento, se o homem adquiriu o empreendimento imobiliário para si ou se usou a quantia para outras finalidades.


A situação foi denunciada à polícia pelo irmão da vítima, 67. Ele contou que o suspeito estava na porta da casa da mulher para tentar pegar mais dinheiro. As equipes foram até o local e o prenderam em flagrante.


O suspeito negou o crime. O homem alegou que foi até a residência dela apenas para levar um contrato de prestação de serviços advocatícios e que passou a auxiliá-la como "amigo" por entender que ela era uma pessoa "sozinha e vulnerável".


A reportagem entrou em contato com a OAB para questionar o motivo da expulsão. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.

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