A aurora boreal foi registrada a partir da Estação Espacial Internacional durante uma intensa tempestade solar, considerada a mais forte em 20 anos, resultando em cores vibrantes, especialmente tons de vermelho, que são menos comuns.
Esse fenômeno ocorre quando partículas solares colidem com o campo magnético da Terra e gases atmosféricos, liberando energia em forma de luz, e a intensidade atual é atribuída a uma série de erupções solares recentes.
Cientistas e agências espaciais estão monitorando a situação, e a variedade de cores observadas, incluindo vermelho e rosa, indica a força da tempestade e a interação das partículas com camadas mais altas da atmosfera.
As luzes da aurora boreal foram registradas a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) pelo cosmonauta russo Sergey Kud-Sverchkov, da agência espacial Roscosmos, durante a intensa tempestade solar que atingiu a Terra nesta semana. As imagens mostram o fenômeno iluminando a atmosfera com tons vibrantes, especialmente o vermelho — cor menos comum nesse tipo de evento.
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— Durante a tempestade mais forte de ontem em duas décadas, havia muito brilho vermelho. Parecia que estávamos literalmente navegando dentro daquela luz — escreveu Kud-Sverchkov em seu canal no Telegram, em publicação feita no dia 20 de janeiro.
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A aurora boreal ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol, em alta velocidade, atingem o campo magnético da Terra e colidem com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio. Esse choque libera energia em forma de luz, criando os conhecidos véus coloridos no céu, geralmente visíveis em regiões de altas latitudes.
O evento desta semana chamou atenção de cientistas e agências espaciais pela sua intensidade. Conforme já havia sido alertado ontem por centros de monitoramento espacial, a tempestade solar foi classificada como a mais forte registrada em cerca de 20 anos, resultado de uma série de erupções solares e ejeções de massa coronal ocorridas nos últimos dias.
Embora o verde seja a cor mais comum das auroras — resultado da interação com o oxigênio em altitudes mais elevadas —, tempestades mais potentes ampliam o espectro de cores visíveis. Tons de vermelho e rosa, como os registrados por Kud-Sverchkov, surgem quando partículas atingem camadas mais altas da atmosfera ou quando o fenômeno se intensifica.
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