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Vídeo: grupo desviava receitas do Hospital de Base para comprar medicamentos e produzir “purple drink”, no DF

Metrópoles | 01/09/21 - 14h41 - Atualizado em 01/09/21 - 14h46
Divulgação / PCDF

A Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) prendeu, nesta quarta-feira (1°/9), um grupo de três criminosos que usavam receitas desviadas do Hospital de Base (HB) para receitar medicamentos controlados e produzir uma droga líquida chamada “purple drink”. A investigação durou três meses e durante esse período, os traficantes conseguiram mais de 90 frascos do entorpecente.

O bando havia se especializado no desvio de receitas médicas do Hospital de Base para aquisição e venda de medicamentos. A droga era traficada em plataformas de comércio on-line, além de perfis de rede social. O grupo criminoso ainda publicava vídeos com a droga sendo feita em diversos perfis nas redes sociais. Veja o vídeo:

Eles faziam questão de mostrar a suposta facilidade que tinham em adquirir atestados médicos e receitas para todas as espécies de medicamentos controlados. A Cord identificou que os traficantes falsificavam carimbos médicos e passavam a prescrever medicamentos de uso controlado, quando então compareciam a diversas farmácias do DF e adquiriam as medicações usadas para fazer o purple drink. Os três traficantes podem ser condenados de 15 a 30 anos de prisão, e são acusados de tráfico de drogas, associação para o tráfico e falsificação de produto medicamentoso.

Purple drink - O aspecto brilhante de cor roxa e o sabor adocicado da bebida têm encontrado cada vez mais adeptos entre os jovens. “Todos levavam uma vida de alto padrão e não tinham receio de se expor, pois publicavam vídeos e fotos com grandes quantias de dinheiro, realizando viagens. Vários deles filmavam os fármacos que eram comercializados e as drogas diversas que também eram vendidas pelo grupo”, explicou o diretor da Cord, delegado Rogério Rezende.

Durante as investigações, a PCDF identificou que a organização criminosa havia desenvolvido uma estratégia para não ser alcançada. Os integrantes do grupo criminoso costumavam hospedar-se em hotéis de luxo espalhados pelo DF. “Era comum permanecerem temporadas em diferentes hotéis localizados na área central”, explicou o delegado.